Ponto Lacaniano

CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO E PSICANÁLISE

Segunda-feira, 14 Abril, 2008 · Deixe um comentário

 A LEI TEM TEMPOS SOMBRIOS

Vitória ES – 29, 30 e 31 de Maio de 2008

“TÊMIS: LUZ DO OLIMPO.

Estamos diante da Deusa da Justiça representadapelos gregos: de olhos abertos e iluminada. Têmis foi venerada pelos gregos e romanos. Estes últimos vendaram-lhe os olhos com o propósito de garantir ao Direito seu caráter de imparcialidade e legalidade universal e eqüitativa.

Para os gregos, porém seus olhos desvendados representavam a força da Lei existente na tensão constante entre o positivismo jurídico e o caráter simbólico da autoridade do Direito, sustentado pela crença, valores e costumes. Ao que parece, a Deusa de olhos aberto encarna o belo e o feminino, questionando a pretensa neutralidade do Direito.

Belo e feminino, em sua essência estética, denotam a criação em torno da falta que sustenta nossa existência, fonte propulsora da criação e da capacidade humana de pensar, de produzir saber e conhecimento.

Para Sigmund Freud o feminino é a encarnação da sexualidade como enigma da vida, que põe a civilização em constante transformação. Têmis representada assim, bela e erotizada, revela o recurso que o homem tem para estruturar seu psiquismo. Longe de reduzir-se à genitalidade, erotismo é a energia psíquica que brota desta falta estrutural. Eros é a energia vital.

Por que trazer como imagem deste Congresso de Direito e Psicanálise a Deusa da Justiça de olhos abertos, iluminando com a força da Lei os tempos sombrios? Atravessamos um tempo de descrença na autoridade simbólica da Lei. Um tempo sombrio em que se experimenta a fragilidade da palavra e do pacto social. Não podemos mais contar com o modelo patriarcal para organizar a família e as instituições, o mundo nos convoca a inventar novas formas de laço social. Estamos diante de novos arranjos familiares, excessos de fracassos escolares, depressões vertiginosas, epidemia de violência e drogas que corrói o tecido social e banaliza a autoridade do Direito. Têmis é um convite tanto ao Direito quando à Psicanálise para sairmos do horros paralisante e da simples constatação de fatos sombrios; para, de olhos bem abertos, inventarmos saídas norteadas pela Lei e pela autoridade do texto Constitucional.

Renata Condi Vescovi”

MAIORES INFORMAÇÕES:

http://www.escolalacaniana.org.br/congresso/

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I ENCONTRO NACIONAL DO CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE

Segunda-feira, 14 Abril, 2008 · Deixe um comentário

 

I ENCONTRO NACIONAL DO CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE

A formação do psicanalista: estilo e transmissão

São Luiz - MA     28 e 29 de Junho de 2008.

‘Qualquer retorno a Freud que dê ensejo a um ensino digno digno desse nome só se produzirá pela via mediante a qual a verdade mais oculta manifesta-se nas relações da cultura. Essa via é a única formação que podemos pretender transmitir àqueles que nos seguem. Ela se chama: um estilo’

Jacques Lacan

maiores informações: www.corpofreudiano.com.br    saoluiz@corpofreudiano.com.br    (98) 3227-4965

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Dica de livro – A LÓGICA DAS PAIXÕES

Segunda-feira, 14 Abril, 2008 · Deixe um comentário

 A LÓGICA DAS PAIXÕES  – Roland Gori

“Existiria uma lógica da paixão amorosa? Como tornar inteligíveis os estados passionais a priori irracionais? Como explicar sua gênese enquanto eles mostram apenas uma coisa: a confissão de um sofrimento?

Rico em cenas e em casos clínicos, este livro deve sua inspiração à observação do cotidiano, tanto quanto à prática da psicanálise. Situando-se no centro do fenômeno passional, Roland Gori nos leva a uma reflexão inédita, descrevendo a paixão como um estado produzido pela poética da linguagem, por uma espécie de mal da língua que se impõe por meio de uma implacável sedução entre dois seres.

Aquele que viveu o estado passional encontrará aqui três figuras originais: o amor, o ódio, a ignorância. O estudo do estado passional pela psicanálise possibilita captar a essência do amor louco ou o sentido dos dilaceramentos mutuamente impostos pelos amantes, ou ainda o desamparo do homem repelido. Seguindo o caminho de Clérambault, este estudo esclarece também o fetichismo particular ligado á relação passional.”

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