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Flávia Albuquerque
Psicanalista
(21) 9792-8326
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Categorias: Formação do Analista · Freud · Lacan · curso · desejo · discurso · divã · evento · inconsciente · lacaniano(a) · linguagem · psicanalista · psicanálise · sujeito · transmissão e ensino · ética
Além do Seminário, livro 16: De um Outro ao outro divulgado no último post, a Jorge Zahar Editora lançou também neste ano ( 2008 ) mais 1 livro que se insere na obra de Jacques Lacan.
Em 11 de Março: O MITO INDIVIDUAL DO NEURÓTICO
“Um célebre texto de Lacan, inédito até então no Brasil, que discute idéias de Freud. Uma palestra sobre a função religiosa do símbolo, datada de 1954, e o divertido diálogo travado com Mircea Eliade. E ainda a intervenção de Lacan numa exposição de Claude Lévi-Strauss, sobre a relação dos mitos com a estrutura das sociedades primitivas. O mito individual do neurótico é uma coletânea, que reúne estes três momentos do mais importante nome da psicanálise francesa.
O primeiro texto desta coletânea, que dá nome ao livro, é resultado de uma conferência realizada em 1953. Partindo de um escrito de Freud, “O romance individual do neurótico”, e articulando-o com o conceito de mito de Lévi-Strauss, que começava a surgir, Lacan analisa o caso do Homem dos Ratos e um caso de amor juvenil de Goethe.”
E no ano passado (2007) a mesma Editora lançou outro Seminário de Lacan:
Em 22 de Maio: O SEMINÁRIO, LIVRO 23: O SINTHOMA
“Acompanhando de perto os lançamentos na França, Jorge Zahar Editor publica mais essa grande contribuição para o campo psicanalítico no Brasil. Um dos últimos e mais complexos seminários de Lacan, sobre a não menos complexa obra de James Joyce.
• Jacques Aubert, especialista em James Joyce, redigiu notas de leitura sobre as passagens de Joyce mencionadas por Lacan.
• Traz ainda: uma palestra que Jacques Aubert apresentou durante o seminário, revista por ele especialmente para essa obra. E também: “Joyce, o sintoma”, palestra que Lacan apresentara na Sorbonne em 1975.
• James Joyce é autor de obras clássicas como Retrato do artista quando jovem e Ulisses. Lacan interessou-se por estudá-lo por causa da peculiar relação entre Joyce, o processo de escrita de seus livros e o fato de ele se colocar fora da via da psicanálise.”
Categorias: Lacan · estudo · lacaniano(a) · livro · psicanálise · seminário
A jorge Zahar Editora lançou há 1 semana:
O Seminário de Jacques Lacan
Livro 16: De um Outro ao outro (1968 – 1969)
Le Séminaire de Jacques Lacan
Livre XVI: D’un Autre à `l’áutre (1968 – 1969)
“Em 1968 e 1969 Jacques Lacan ministrou mais um de seus importantes Seminários na Ecole Normale. O fim do período, porém, terminou de forma inusitada. Por conta de uma confusão entre os que assistiam às aulas e a direção da instituição, Lacan acabou sendo expulso da escola. Não sem antes discorrer sobre a clínica da perversão e os modelos da histérica e do obsessivo.
Os temas psicanalíticos se entremearam, ainda, com assuntos que inflaram os ânimos dos presentes na platéia (composta não apenas por psicanalistas), como sua visão sobre Marx, o pensamento como censura e a construção do saber. Tudo isto está presente neste Seminário, que a Zahar publica, como sempre, logo em seguida ao lançamento na França.
Confira:
. Reproduz parte da correspondência publicada no Le Monde sobre a expulsão de Lacan da Ecole Normale.
Os Seminários de Lacan, realizados em Paris, de 1953 a 1980, são indispensáveis para o conhecimento integral da nova e revolucionária leitura empreendida por ele da obra de Freud. Ainda em 2008, a editora publicará O Seminário, livro 18.”
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Categorias: Lacan · estudo · lacaniano(a) · psicanálise · seminário
“Acho que estou mudando muito. Vou dizer-lhe detalhadamente o que me está afetando. Charcot, que é um dos maiores médicos e um homem cujo senso comum tem um toque de gênio, está simplesmente desarraigando minhas metas e opiniões. Por vezes, saio de suas aulas como se estivesse saindo da Notre Dame, com uma nova idéia de perfeição. Mas ele me exaure; quando me afasto, não sinto mais nenhuma vontade de trabalhar em minhas próprias bobagens; há três dias inteiros não faço qualquer trabalho, e não tenho nenhum sentimento de culpa. Meu cérebro está saciado, como se eu tivesse passado uma noite no teatro. Se a semente frutificará algum dia, não sei; o que sei é que ninguém jamais me afetou dessa maneira…”
Trecho de uma carta que Freud escreveu à futura esposa logo após ter chegado em Paris (24/11/1885) [ES, III, 19-20]
Categorias: psicanálise