Ponto Lacaniano

Entradas do Maio 2008

Calligaris no Marília Gabriela entrevista - GNT

Quarta-feira, 28 Maio, 2008 · 1 Comentário

O Psicanalista Contardo Calligaris é o convidado desta semana no Marília Gabriela Entrevista no canal de tv a cabo GNT. Ainda dá tempo de conferir no próximo sábado, dia 31 de Maio, em dois horários alternativos: 10:30 e 15:00.

O também colunista da Folha de São Paulo acaba de lançar seu primeiro romance: O conto do amor. Recentemente, Calligaris concedeu uma excelente entrevista no programa Roda Viva da Tv Cultura.

Vale a pena conferir!

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Violência sob o olhar da psicanálise

Terça-feira, 27 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Violência e Mídia, Maioridade Penal, A Crueldade na Infância e Adolescência e Sob o Domínio do Medo são alguns dos assuntos que serão abordados no congresso Clinica da Violência: Infância e Adolescência de Risco que acontece nos dias 6, 7 e 8 de junho , de 8h30 \’as 18h, no Hotel Glória (Rua do Russel, 632 – Glória – Rio de Janeiro).

O evento promovido pela Escola Lacaniana de Psicanálise abordará questões pertinentes ‘a infância e adolescência e tem o objetivo de levantar e discutir as conseqüências das mudanças na estrutura de nossa sociedade e o que isso acarretou nas relações humanas e familiares.

Cada dia do congresso serão abordados temas relativos ao papel dos pais, dos avós, da escola e e do Estado na formação dos novos cidadãos. Já estão confirmadas as presenças de Rodrigo Pimentel, ex comandante do BOPE, roterista do filme ” tropa de Elite ” e co autor do livro “Elite da Tropa “, Carlos Nicodemos, professor de criminologia da Unigranrio, César Caldeira, jurista e professor de Direito da UERJ e Vice presidente do Conselho Penitenciário do Rio e Luis Alberto Pinheiro de Freitas, Doutor em psicologia clinica pela PUC RJ, master em droga dependência pela Universidade de Buenos Aires.

O evento é aberto ao público. As inscrições podem ser feitas na Escola Lacaniana de Psicanálise que fica na Av Ataulfo de Paiva, 255/206, no Leblon ou por email elacan@ism.com.br . Informações pelos telefones: Tel.: (21) 2294-9336 / 2239.7199 ou pelo site www.escolalacaniana.com.br. Estudantes pagam R$ 70,00 e profissionais de todas as áreas R$ 140,00.

FONTE: www.revistafator.com.br

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PSICANÁLISE E LITERATURA - Brasília / DF

Terça-feira, 27 Maio, 2008 · Não Há Comentários

No dia 28 de maio, às 19h30, o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília realiza o primeiro debate do programa Psicanálise & Literatura, que tem por objetivo discutir os principais conteúdos da teoria psicanalítica a partrir de grandes obras da literatura mundial. A psicanalista Tania Rivera e o escritor e dramaturgo Fernando Bonassi são os convidados do primeiro encontro, que tem como tema O Escritor e o Lúdico e será mediado pelo jornalista Sérgio Maggio. Com curadoria da também jornalista e dramaturga Beatriz Carolina Gonçalves e consultoria do psicanalista e designer João Luiz de Souza, Psicanálise & Literatura acontece simultaneamente no CCBB de São Paulo.

Freud foi o primeiro a reconhecer as estreitas afinidades entre a psicanálise e a literatura, num texto clássico, do início do século XX, intitulado Escritores Criativos e Devaneios. São essas afinidades que o CCBB quer discutir com o novo programa. “Querermos tornar acessível ao grande público os principais conceitos da psicanálise, utilizando para isso a literatura e depoimentos de escritores, artistas e de psicanalistas, que vão tratar o assunto a partir de histórias universais, que tocam a todos nós”, diz Maria Luzineide Medeiros Soares, gerente geral do CCBB de Brasília.

Dentro dessa ótica, o complexo de Édipo será analisado a partir do contexto da tragédia grega; a questão da sexualidade feminina, por meio da obra libertária de Hilda Hilst; o ciúme, pelos olhos de Dom Casmurro, de Machado de Assis; a função do analista, pelo viés do romance policial, criado por Edgard Allan Poe; as psicoses, a partir da escritura polissêmica, onírica e fragmentária de James Joyce, em sua obras-primas Ulisses e Finnegan’s Wake.

Os debates acontecem mensalmente, de maio a novembro, com exceção de julho. Além de Tania Rivera e de Fernando Bonassi, entre os artistas e psicanalistas confirmados para o programa estão os escritores Mario Prata, Marina Colasanti, Tony Bellotto, Nicolas Behr; escritor, tradutor e professor da USP, Jaa Torrano, e os psicanalistas Anna Verônica Mautner, Betty Milan, Daniela Chaterlard, Luiz Celes e Miriam Chnaiderman.

O debate O Escritor e o Lúdico será realizado no auditório do CCBB Brasília, com entrada gratuita, sendo que as senhas para o evento devem ser retiradas na bilheteria, a partir das 19h. O CCBB fica na SCES Trecho 2, lote 22, tel.: 3310-7087.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

28 de Maio - 19h30 às 21h30
O Escritor e o Lúdico
Para Freud devemos procurar na infância, nos jogos e nas brincadeiras, os traços da atividade imaginativa do escritor e do artista em geral. Como o escritor lida com o desejo e com o lúdico?
Tania Rivera e Fernando Bonassi

17 de Junho
Édipo e a Esfinge
O que a teoria psicanalítica deve à literatura? Podemos afirmar que a psicanálise se apropriou da literatura, em especial da tragédia grega, para constituir alguns de seus principais conceitos, como o complexo de Édipo?
Miriam Chnaiderman e Jaa Torrano

19 de Agosto - 19h30 às 21h30
Literatura, Psicanálise e Feminilidade
Como a teoria freudiana vê o feminino? Como a sexualidade feminina se expressa na obra de algumas de nossas autoras, em especial na prosa poética e irreverente de Hilda Hilst?
Daniela Chatelard e Marina Colasanti

23 de Setembro - 19h30 às 21h30
Capitu e Bentinho: Entre o Amor e o Ciúme
A partir de uma leitura psicanalítica da obra-prima de Machado de Assis, Dom Casmurro, com entender o desejo, o amor e o ciúme doentio de Bentinho por Capitu?
Anna Verônica Mautner e Mario Prata

22 de Outubro - 19h30 às 21h30
Poe e o Romance Policial
Uma forma de pensar a relação entre psicanálise e literatura é o gênero policial, criado por Edgar Allan Poe. Podemos aproximar o analista do detetive, já que ambos estão aí para interpretar uma história que não lhes pertence e da qual têm apenas indícios?
Luiz Celes e Tony Bellotto

28 de Novembro - 19h30 às 21h30
Joyce e o Fim da Narrativa Linear
De que maneira os grandes escritores do século XX, em especial James Joyce, em suas obras-primas Ulisses e Finnegans Wake, utilizaram a psicanálise para criar novas formas de narração?

FONTE: www.debrasilia.com

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Palestra: O HOMEM É DOENTE DA PALAVRA

Quarta-feira, 21 Maio, 2008 · Não Há Comentários

O Corpo Freudiano Escola de Psicanálise - seção Rio de Janeiro realizará a palestra com Jean Szpirko, Psicanalisra, Membro da Sociedade de Psicanálise Freudiana (Paris).

27 de Maio de 2008 - 20 horas

Auditório do Hospital Philippe Pinel

ENTRADA FRANCA

CORPO FREUDIANO ESCOLA DE PSICANÁLISE - SEÇÃO RIO DE JANEIRO

Rua São Manuel, 31 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ

CEP 22.290-010  Fone: (21) 2295-0337 - Fax: (21) 2295-2960

 

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1º Encontro Bienal de Psicanálise e Cultura - Ribeirão Preto

Quarta-feira, 21 Maio, 2008 · Não Há Comentários

A relação entre arte e Psicanálise não é nova. Sigmund Freud, o pai de todos, era um erudito e vivia utilizando a cultura grega para nomear e diagnosticar complexos e síndromes. Às vezes ía além, e por meio da obra de arte, tentava entender as motivações do artista como em seu famoso estudo O Moisés de Michelangelo.

Seguindo este preceitos, a Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto promove de 5 à 8 de Junho, o 1º Encontro Bienal de Psicanálise e Cultura. O evento tem o objetivo de apresentar a Psicanálise em diálogo com os diferente segmentos da cultura, das artes plásticas, passando pela literatura, música, cinema, educação, filosofia e urbanismo.

‘-Na verdade, a Psicanálise nos ajuda a falar a respeito da interioridade, das emoções e dos sentimentos.’ Explica a psicanalista Maria Bernadete de Assis.

LOCAL: Centro de Convenções de Ribeirão Preto

(16) 3623-7585

fonte: www.jornalacidade.com.br

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Divulgação: ÉDIPO, NÃO TÃO COMPLEXO

Segunda-feira, 19 Maio, 2008 · Não Há Comentários

JORNADA

13 de Junho de 2008 - 09:00

PUC-RJ

“A Escola Letra Freudiana, através do Núcleo de Investigação Hans, convida a todos para a Jornada: Édipo, não tão complexo organizada a partir dos escritos lançados na nova publicação.

Partimos da posição freudiana que o complexo de Édipo é o complexo nuclear da neurose, formulação que enlaça o destino do recalque ao inconsciente. A crise edipiana obedece a um tempo preciso da constituição do sujeito que põe fim ao ‘tempo sexual precoce’.

Este jornada tem como objetivo abrir uma interlocução entre os analistas sobre esse fenômeno central do precoce período sexual infantil.”

MAIORES INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: (21) 2522-3877 ou escola@escolaletrafreudiana.com.br

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Relendo Freud: o fetichismo

Segunda-feira, 19 Maio, 2008 · Não Há Comentários

06, 07 e 08 de Junho de 2008

HOTEL LAGE DE PEDRA - Rua das Flores, 222 - Canela - RS

“Mais uma vez Freud nos convoca a relê-lo. Neste ano o texto escolhido para a discussão é Fetichismo. Texto escrito em 1927, onde Freud discute essa forma particular de escolha de objeto, recomendando o estudo do fetichismo a todos aqueles que ainda duvidam da existência do complexo de castração.”

MAIORES INFORMAÇÕES: APPOA (51) 3333-2140

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Mesa Redonda: O que vemos & o que nos olha

Segunda-feira, 19 Maio, 2008 · Não Há Comentários

19 de Junho - quinta-feira - 21 horas

Grupo de Arte e Psicanálise (EBEP/SP) e Grupo de Estética e Psicanálise (EBEP/RJ)

“Depois do século XX, como se distinguem trabalhos artísticos e objetos cotidianos? Ao assumirem a problematização proposta pelo filósofo Arthur Danto, os grupos de Estética e Psicanálise-RJ e de Arte e Psicanálise-SP expõem suas inquietações no encontro com obras escolhidas para pensar sobre o que vemos e o que nos olha (Didi-Huberman) na arte contemporânea. Exercício pulsional, fabulação, experiência intersubjetiva, construção do real, convocação do sujeito: como ver a obra da arte visual?

entrada franca - vagas limitadas / maiores informações: (21) 2257-9454 (secretaria do EBEP)

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João Pessoa sedia a 5ª Jornada de Psicanálise Clínica

Domingo, 18 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Um importante nome para a psicanálise nacional na atualidade, participa nos dias 30 e 31 de Maio da 5º Jornada de Psicanálise Clínica em João Pessoa. Trata-se do conferencista Luís Cláudio Figueiredo, que é a principal atração do evento, que acontecerá no auditório do UNIPÊ.O evento, que é voltado para estudantes e profissionais da área de psicologia e psicanálise, tem como tema “A Clínica Conta Histórias: do Sujeito ao Social”. Além Luís Cláudio, participam do evento psicanalistas de renome nacional, com estudos importantes que serão debatidos no evento. São eles: Zeferino Rocha que será homenageado (psicanalista, filósofo e professor da Universidade Cátolica/PE), Fernando Andrade, Eugênia Krutzen, Ronaldo Monte, Ivone Vita, Elvira Rezende, Mercês Muribeca, Iraquitan Caminha, Neuma Barros, Glória Barros, Úrsula Leite, Teresa Crispim, Regina Almeida (RN), Eugênia Chaves (RN), Paula Germana , Socorro Pizetti e Marisa Nicolau.

O Conferencista Luís Cláudio

Luís Cláudio Figueiredo tem experiência na área de psicologia, atuando principalmente em pesquisas e orientações nos seguintes temas: teorias e práticas psicanalíticas (em especial, Freud, Melanie Klein, Bion e Winnicott), história e epistemologia da psicologia e da psicanálise.

Possui mestrado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1976), doutorado em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (1979) e Livre Docência em Psicologia pela USP (1992). Atualmente é professor doutor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e professor associado da Universidade de São Paulo.

É autor de importantes publicações utilizadas por acadêmicos de psicologia e especialistas em psicanálise, e os seus livros mais atuais são: “Ética e técnica em Psicanálise 1 e 2”, “Melanie Klein: Estilo e Pensamento” e “Psicanálise. Elementos Para a Clínica Contemporânea”, tendo também livro publicado no Chile “Psicología. Una introducción. Una visión histórica de la psicología como ciência”.

Desde Freud, a psicanálise se desenvolveu de muitas maneiras e, atualmente, há diversas escolas. O método básico da psicanálise é a interpretação da transferência e da resistência com a análise da livre associação. Com a Jornada realizada pelo NEPSI (Núcleo de Estudos e Produção em Clínica Psicanalítica) do ESPI - Espaço Psicanalítico, os profissionais terão muito o que discutir e apresentar resultados de pesquisas recentes nesta área.

fonte: paraiba.com.br

 

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Livro lançado

Sexta-Feira, 16 Maio, 2008 · Não Há Comentários

A escritora Marcia Tolotti lançou, na terça-feira, dia 13, na Expo Money em Fortaleza - CE, o livro Armadilhas do Consumo. Baseado nos ensinamentos da economia e da Psicanálise, o livro abora a questão do dinheiro e da falta dele, originada, principalmente, do consumo excessivo. Um dos tópicos é justamente o que faz com que as pesoas esqueçam suas reais condições financeiras e endividem-se.

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Divulgação - Americana / SP

Quinta-feira, 15 Maio, 2008 · Não Há Comentários

IV JORNADA DE PSICANÁLISE COM CRIANÇAS

A diferença sexual [não] é brincadeira - 30 e 31 de Maio de 2008

“As teorias sexuais revelam um enlaçamento estrutural entre o pulsional, o real do corpo e o saber da criança. Desde o início, a questão da diferença sexual está atravessada pelo trabalho do significante. A criança parte da premissa de que todos os seres têm o falo, de que nada falta ao Outro. A falta fálica comparece como primeiramente falta no Outro e só depois o sujeto pode simbolizar a diferença sexual.

Para a Psicanálise, a questão do sexo nos seres de linguagem se organiza em torno de um significantes que remete à ausência de um significante no campo do Outro, o falo. Haverá sempre uma impossibilidade de que um sujeito esteja alienado a um significantes último que defina sua sexualidade, há uma impossibilidade de tudo saber sobre seu sexo. Permanece algo do real do corpo com o qual o sujeito terá que se haver ao long de sua vida, pois a satisfação pulsional será sempre parcial.

Se a Psicanálise busca sustentar a dimensão do impossível quando se trata de sexualidade, o discurso da ciência introduz significantes que supostamente tornariam possível ao sujeito um tudo saber e um tudo dizer sobre se sexo, ao superpor a dimensão do organismo ao registro simbólico.

Na infância, o brincar atualiza as diferentes posições que o menino ou a menina podem ocupar na passagem pelo Édipo-castração, organizando-se como um jogo significante. Neste sentido, a brincadeira é uma das formas, não a única, pelas quais podemos recolher os efeitos de simbolização da diferença anatômica em diferença sexual.”

LOCAL: AMA - Associação Médica de Americana

INFORMAÇÕES: Espaço Psicanalítico de Americana (19) 3461-1069

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Freud e Shakespeare

Terça-feira, 13 Maio, 2008 · 1 Comentário

Foi com enorme prazer que atendi ao pedido da estudante de Jornalismo Ana Paula Campos, da cidade de Bauru: responder algumas perguntas para um trabalho de graduação da UNESP. Pedi um exemplar eletrônico do trabalho em questão que se trata de um Jornal cujo tema era Shakespeare. Ela, gentilmente, não só me enviou o resultado final como também permitiu que eu publicasse no meu site a sua parte. Aí está:

TEATRO DE INDIVÍDUOS - A peculiaridade dos personagens shakespearianos sob a ótica da Psicanálise de Freud - Ana Paula Campos - estudante do 3º termo de jornalismo da UNESP

O título de ‘Inventor do Humano’ atribuído a William Shakespeare, pelo renomado crítico literário, Harold Bloom, não é em vão. Criador de personagens imortais e universais, o escritor inglês foi um grande conhecedor da natureza humana. A sua capacidade de individualizar os personagens, concedendo-lhes as ambigüidades e complexidades próprias dos ser humano, tornou-os facilmente identificáveis, sensibilizando quem assiste a suas peças ou o lê.

‘Shakeaspeare é semelhante ao mundo ou à vida. Cada época encontra nele o que busca ou o que quer.’, afirmou Jan Kott, autor do livro Shakespeare nosso contemporâneo. De fato, nascido 240 anos após a morte do gênio inglês, Sigmund Freud encontrou em suas obras exatamente o que precisava.

O pai da psicanálise foi um grande admirador de Shakespeare, considerando-o o maior escritor de todos os tempos. O autor inglês teve papel fundamental nas teorias freudianas. ‘As peças escritas por Shakespeare falam de algo inerente à vida do sujeito que é o desejo. Mais especificamente falam da tragédia do desejo, pois o sujeito desejante sofre deveras por se tratar, sobretudo, do encontro com a falta. E é isto, que é estrutural do ser humano, que vai interessar à Freud.’, afirma a psicanalista Flávia Albuquerque, de Niterói (RJ), pós-graduada em Teorias da Clínica Psicanalítica.

Para Freud, os personagens Shakespearianos são como ecos de suas teorizações e interpretações. Ele se aproveitou do universo conflituoso que circunda a obra de William Shakespeare para confirmar e ilustrar suas hipóteses. Segundo Flávia Albuquerque, ‘A arte toca o ser humano no plano do inconsciente. É a partir desse conhecimento adquirido por Freud sobre a alma humano que ele pode fazer uso dos personagens de Shakespeare para exemplificar os comportamentos humanos.’

Tolice tentar comparar ou rivalizar os gênios. Trata-se de dois grandes escritores e dois grande psicólogos. ‘Acredito que Shakespeare põe em cena, em ato, o que é do ser humano. Freud avançou no que tange ao estudo pormenorizado da tragédia humana, mas a arte sempre estará a frente para nos tocar no mais íntimo.’, conclui a psicanlista.

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Dica de Livro - O QUE QUER UMA MULHER

Segunda-feira, 12 Maio, 2008 · 1 Comentário

O QUE QUER UMA MULHER - Serge Andre

(para comprar o livro no Site Submarino, clique na imagem)

Sinopse: “Sabe-se que Freud se formulava a pergunta nos termos “o que quer a mulher?”. Ao retomar este enunciado mediante a modificação para “o que quer uma mulher?”, o autor pretende examinar como os progressos mais recentes do ensino de Jacques Lacan permitem reajustar o ângulo sob o qual essa questão pode ser retomada.
Trata-se então de determinar se a psicanálise nos permite precisar um anseio que seja especificamente feminino. Existiria um voto cujo objeto seria de uma fixidez inabalável para toda mulher? Serge André tenta explicar como Lacan pôde tirar, de sua própria leitura de Freud, esta conclusão cuja fórmula se tornou o slogan que se sabe: “a mulher não existe”, fórmula solidária a uma outra, não menos instigante: “não há relação sexual”.

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… da experiência da psicanálise

Sexta-Feira, 9 Maio, 2008 · Não Há Comentários

“Os ensinamentos da Psicanálise baseiam-se em um número incalculável de observações e experiências, e somente alguém que tenha repetido essas observações em si próprio e em outras pessoas acha-se em posição de chegar a um julgamento próprio sobre ela.” Sigmund Freud em Esboço de Psicanálise.

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UM SÁBADO COM LACAN

Terça-feira, 6 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Instituto da Psicanálise Lacaniana dá continuidade à série de cursos breves sobre o método do psicanalista francês

Que tal passar um sábado com profissionais consagrados da psicanálise, estudando e debatendo a obra de Jacques Lacan? Essa é a proposta do Instituto da Psicanálise Lacaniana (IPLA), com o projeto “Sábados no IPLA”, que começou em abril e irá se estender até novembro deste ano.

O próximo encontro mensal acontece no dia 17 de maio e é aberto a pessoas de qualquer área de formação. Trata-se do curso “A Primeira Clínica de Jacques Lacan”, que fala do início de seu ensino e mostra o retorno a Freud e às estruturas freudianas.

Temas como neurose, psicose e perversão serão enfocados por profissionais como Jorge Forbes, psicanalista e presidente do IPLA, Ariel Bogochvol, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Leny Mrech, livre-docente pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e Claudia Riolfi, psicanalista e professora-doutora da Universidade de São Paulo, entre outros especialistas renomados.

Dia 17 de maio2008, das 9h às 19h, no Instituto da Psicanálise Lacaniana (IPLA), Rua Augusta, 2366 casa 02, Cerqueira César – São Paulo – SP | Tel: (11) 3081-6346. Valor: R$70,00*

Perfil de Lacan - Filósofo e psicanalista, o francês Jacques Lacan (1901-1981), formado em medicina, migrou da neurologia para a psicanálise. Influenciou e foi influenciado por correntes filosóficas importantes dos anos 60 e 70, como o estruturalismo e o surrealismo. Considerado um dos maiores e mais fiéis intérpretes da psicanálise freudiana, até hoje Lacan é razão de debates apaixonados. Lacan acreditava numa formação democrática do psicanalista, mas também um tanto inusitada, na qual qualquer pessoa poderia se tornar um analista, mas com base em um estudo árduo e sem muitos padrões. Mas é essa forma livre de ver a formação do profissional que permite a todos os interessados no assunto a autoridade para mergulhar nesse conhecimento.

fonte: www.revistafator.com.br

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PAIXÕES DE SEGURANÇA

Segunda-feira, 5 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Para quem estiver em Sampa! Além de aproveitar a delícia que é a Livraria Cultura. Não pude resistir e me permiti passar uma tarde inteira na livraria na última vez que estive em São Paulo.

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Crimes em Família

Domingo, 4 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Os últimos acontecimentos noticiados pela mídia, a propósito da morte da menina Isabella, novamente causaram comoção geral. Fatos como este, em que o ato perverso é cometido dentro da própria família, costumam chocar mais intensamente. Isto porque, imaginariamente, a família é o lugar onde se cultiva o amor. A pergunta que todos se fazem, então, é: o que leva pessoas como Alexandre e Ana Carolina a cometerem esta perversidade?

Isto nos remete a algo que já foi abordado, desde os anos 30 do século passado, pelo psicanalista francês Jacques Lacan, quando este denunciava a decadência da metáfora paterna e seus dois efeitos possíveis: a Psicose e a Perversão.

Então, quando nos deparamos com algo que sugira o comparecimento da Psicose com efeito Perverso, isto causa indignação, mas não deveria causar surpresa. Até porque não há nada de novo nisto. Basta nos lembrarmos do bíblico ódio de Caim por Abel pela única razão de se julgar preterido, por ser Abel o filho preferido do Deus Pai. E também do sacrifício de Abraão, que mataria o filho “por amor a Deus”.

Conforme Lacan nos ensina, para que do complexo familiar não se originem filhos que se tornem sujeitos não nomeados (psicóticos) e/ou portadores do desejo anônimo (perversos), é preciso que a identificação viril seja transmitida pela metáfora paterna. Melhor dizendo, segundo a psicanalista Teresa Nazar: “Cabe ao pai não apenas suprir as necessidades materiais de sua prole, mas a função fundamental – e, talvez, menos evidente – de se constituir para seus filhos como marca originária da Lei. Por sua presença sob a forma dos limites que impõe ao filho, limites estes que se constituem como a Lei do seu amor, (o pai) vem mediar a passagem de cada um de seus filhos da vida familiar à vida social, do privado ao público, sendo ele o responsável pelos efeitos futuros desta potência que é a marca do seu nome, marca de seu zelo ou descuido na vida de seus descendentes.” E, como nos diz o professor Antônio Sérgio Mendonça, “será o lugar desejante de mãe que possibilitará que seja transmitida à filha a identificação viril por ser porta-voz de proibição e equivocação que marcam, singular e originalmente, o paradoxo simbólico da paternidade. A referência paterna é, por isto, só dita enquanto Não-do-Pai.”

Então, caso a metáfora paterna e a função de transmissão de Lei dela derivada decaírem, decairão também os limites sobre o desejo que lhe são próprios e em seu lugar virão o desejo anônimo (Perversão) ou a não-nomeação dos sujeitos (Psicose).

Assim sendo, o que pareceria um funcionamento irregular, desajustado, da estrutura familiar, estaria apenas revelando o que de verdade há sobre o funcionamento regular daquele tipo de estrutura familiar. E, é preciso que se diga, esta decadência da imago paterna e da Lei advinda dela não dependerá de uma discussão pedagógica, de se adotar diálogos sejam quais forem. Isto não quer dizer que diálogos não sejam importantes, mas eles não terão o efeito esperado se não vierem precedidos da identificação viril, do reconhecimento de que há Castração (do Pai). Não há diálogo capaz de substituir a exclusão da função paterna.

Trata-se, então, justamente, de afirmar a importância da transmissão simbólica da paternidade, o que se dá na infância, para que se possa transmitir falicidade e desejo e com isto os limites de Lei, que é o que irá proporcionar as condições de distinção entre deveres direitos e desejos.

Tânia Baumhardt/Psicanalista, membro do CEL – Centro de Estudos Lacaneanos Especialista em Clínica pelo CRP

(publicado em www.gazetadosul.com.br)

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O animal que habita em nós

Sábado, 3 Maio, 2008 · Não Há Comentários

Não se encontra na ficção um caso similar ao praticado por Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha em cativeiro por 24 anos, tendo com ela relações incestuosas. Autores, roteiristas, ficcionistas, ainda não haviam sequer imaginado tamanha demência para escrevê-la em livro ou transformá-la em filme de terror. Depois deste caso, a arte terá de continuar sua perseguição à vida, pois a realidade continua sendo mais espantosa que a própria ficção.

O comportamento sexual incestuoso de Josef fortalece com vigor nossas origens animalescas e rudimentares e traz à tona a necessidade de uma reflexão – sempre bem-vinda – de querer entender o quanto do animal ainda habita em nós. Assim, quando se pensa que o ser humano evoluiu em termos de comportamento, a vida se encarrega de mostrar fatos nada promissores da espécie humana. Um verdadeiro vai-e-vem entre progresso e retrocesso que coloca a evolução do homem no formato trancos-e-barrancos, entre luz e sombras, onde, em muitos momentos, os animais irracionais parecem mesmo nos superar, principalmente em termos de comportamento e na lida com o outro.

Não se pode alegar que o caso incestuoso de porão, de Fritzl e sua filha Elisabeth, seja um problema econômico-social. Afinal, a Áustria é uma república federativa de primeiro mundo, localizada na Europa Central, com um PIB próximo aos $ 200 bilhões e cercada de uma “boa vizinhança”. Terra natal do compositor Mozart, do pai da psicanálise Freud, do governador e ator Schwarznegger e do piloto Niki Lauda. Também são austríacos os filósofos Karl Popper e Wittgenstein. Entretanto, neste mesmo país nasceu o ditador nazista Adolf Hitler, o que demonstra claramente que desvios patológicos como o de Fritzl tem entranhas que não podem ser explicadas apenas pela influência do meio em que se vive. Portanto, é preciso ter cuidado e tratar com carinho o animal que habita em nós, mantendo-o sobre controle e, muitas vezes a ferro e fogo, preservá-lo sob o cativeiro da razão. Enfim, este é mais um caso a ser estudado com profundidade pela psicanálise.

Sérgio Peixoto Mendes/Filósofo (publicado no www.gazetadosul.com.br)

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PSICANÁLISE: UMA INTRODUÇÃO em Nova Friburgo - RJ

Sexta-Feira, 2 Maio, 2008 · 1 Comentário

É com muito prazer que volto à Friburgo com o curso Psicanálise: uma introdução.

As incrições devem ser feitas através do próprio Instituto Flor de Lótus, onde acontecerá o evento no dia 21 de Junho de 2008. A formas de contato são: contato@institutoflordelotus.com.br ou (22) 2523-9372

 

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