IV JORNADA DE PSICANÁLISE COM CRIANÇAS
A diferença sexual [não] é brincadeira - 30 e 31 de Maio de 2008
“As teorias sexuais revelam um enlaçamento estrutural entre o pulsional, o real do corpo e o saber da criança. Desde o início, a questão da diferença sexual está atravessada pelo trabalho do significante. A criança parte da premissa de que todos os seres têm o falo, de que nada falta ao Outro. A falta fálica comparece como primeiramente falta no Outro e só depois o sujeto pode simbolizar a diferença sexual.
Para a Psicanálise, a questão do sexo nos seres de linguagem se organiza em torno de um significantes que remete à ausência de um significante no campo do Outro, o falo. Haverá sempre uma impossibilidade de que um sujeito esteja alienado a um significantes último que defina sua sexualidade, há uma impossibilidade de tudo saber sobre seu sexo. Permanece algo do real do corpo com o qual o sujeito terá que se haver ao long de sua vida, pois a satisfação pulsional será sempre parcial.
Se a Psicanálise busca sustentar a dimensão do impossível quando se trata de sexualidade, o discurso da ciência introduz significantes que supostamente tornariam possível ao sujeito um tudo saber e um tudo dizer sobre se sexo, ao superpor a dimensão do organismo ao registro simbólico.
Na infância, o brincar atualiza as diferentes posições que o menino ou a menina podem ocupar na passagem pelo Édipo-castração, organizando-se como um jogo significante. Neste sentido, a brincadeira é uma das formas, não a única, pelas quais podemos recolher os efeitos de simbolização da diferença anatômica em diferença sexual.”
LOCAL: AMA - Associação Médica de Americana
INFORMAÇÕES: Espaço Psicanalítico de Americana (19) 3461-1069
postado por Flávia Albuquerque - Psicanalista - (21) 9792-8326 / flavia@pontolacaniano.com.br







































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