Ponto Lacaniano

INTERSEÇÕES E INTERLOCUÇÕES A PARTIR DE A HORA DA ESTRELA

Terça-feira, 12 Maio, 2009 · Deixe um comentário

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O LIVRO DE CLARICE: A HORA DA ESTRELA

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UMA INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS DA LINGUÍSTICA: DE SAUSSURE A LACAN

Terça-feira, 12 Maio, 2009 · Deixe um comentário

Darlene Vianna Gaudio Angelo

Psicanalista Membro da Escola Lacaniana de Psicanálise de Vitória

Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo

 

 

Esse curso tem por objetivo trabalhar conceitos da linguística que não cessaram de comparecer no percurso de Lacan. Talvez nem mesmo no de Freud, tanto este nos antecipou, segundo nos indica o próprio Lacan e como podemos nós mesmos observar ao percorrermos vários de seus textos, as fórmulas da ciência inaugurada por Saussure Pois foi rigorosamente lá, em A interpretação dos sonhos, A psicopatologia da vida cotidiana, O chiste e sua relação com o inconsciente onde Lacan leu o que de novidade Freud introduziu no mundo criando um campo absolutamente inusitado: a Psicanálise, afirmando, tempos depois, que “o inconsciente está estruturado como uma linguagem”. E desta maneira pôde iniciar o primeiro tempo de seu ensino que denominou “um retorno às estruturas freudianas”, mas podendo contar justamente com os conceitos já formalizados pela linguística saussureana, ainda que introduzindo nesta algumas torções. Mas tal é a importância deste “método”, o do linguista, para além, mas não sem seus conceitos, que Lacan nos faz as seguintes indicações, dentre inúmeras outras, em seus Escritos:

A experiência psicanalítica descobriu no homem o imperativo do verbo e a lei que o formou à sua imagem. Ela maneja a função poética da linguagem para dar ao desejo dele sua mediação simbólica. Que ela os faça compreender, enfim, que é no dom da fala que reside toda a realidade de seus efeitos; pois foi através desse dom que toda realidade chegou ao homem, e é por seu ato contínuo que ele a mantém.

 

Em outra passagem, dedicada por Lacan à “formação dos futuros analistas”, que trago aqui quase integralmente, encontramos:

Por isso, é nas estruturas da linguagem, tão manifestamente reconhecíveis nos mecanismos primordialmente descobertos do inconsciente, que voltaremos a retomar nossa análise dos modos pelos quais a fala pode resgatar a dívida que engendra.

Que a história da língua e das instituições, bem como as ressonâncias, atestadas ou não na memória, da literatura e das significações implicadas na obra de arte, são necessárias ao entendimento do texto de nossa experiência, esse é um fato que Freud, por ter ele próprio buscado nelas sua inspiração, seus métodos de pensamento e suas formas técnicas, atesta tão maciçamente que é possível tocá-lo ao simples folhear das páginas de sua obra. Mas ele não julgou supérfluo colocá-las como condição a qualquer instituição de ensino da psicanálise.

O fato de essa condição ter sido negligenciada, inclusive na seleção dos analistas, não há de ser alheio aos resultados que estamos vendo, e nos indica que é somente ao articular tecnicamente suas exigências que podemos satisfazê-la. E é de uma iniciação ao método do linguista, do historiador e, diria eu, do matemático que se deve tratar agora, para que uma nova geração de clínicos e pesquisadores resgate o sentido da experiência freudiana e seu motor. Ele há de encontrar também meios de se resguardar da objetivação psico-sociológica, onde o psicanalista, em suas incertezas, vai buscar a substância daquilo que faz, embora ela só lhe possa trazer uma abstração inadequada em que sua prática se atola e se desfaz.

 

 

 

CONCEITOS A SEREM TRABALHADOS:

As distinções entre fala, língua linguagem e discurso.

·        O signo linguístico: sua arbitrariedade em Saussure, sua subversão em Lacan.

·        Diacronia e sincronia.

·        Os dois eixos da linguagem: sintagma e paradigma.

·        O valor do signo linguístico e a noção de ponto de estofo em Lacan.

·        Sujeito do enunciado e sujeito da enunciação.

·        Noções de retórica: metáfora, metonímia e outras figuras.

·        A condensação como processo metafórico.

·        O deslocamento e o trabalho do sonho como processo metonímico.

·        O sintoma como processo metafórico.

·        A metáfora paterna e o significante nome-do-pai.

 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 

TEXTOS DE FREUD:

A interpretação dos sonhos vols. 4 e 5

Psicopatologia da vida cotidiana

O chiste e suas relações com o inconsciente

 

TEXTOS DE LACAN:

NOS ESCRITOS:

A coisa freudiana

Situação da psicanálise e formação do psicanalista em 1956

A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud

 

EM O SEMINÁRIO 3: AS PSICOSES:

Metáfora e Metonímia (I) – Cap. XVII

Metáfora e Metonímia (II) – Cap.XVIII

 

EM O SEMINÁRIO 5: AS FORMAÇÕES DO INCONSCIENTE:

A metáfora paterna – Cap. IX

As máscaras do sintoma – Cap.XVIII

 

TEXTOS DE SAUSSURE:

Curso de linguística geral: da primeira à terceira parte

 Posteriormente será enviada uma compilação feita por mim do texto de Saussure intercalada por alguns comentários.

 

 

 

 

Local

ELP – Brasília

SEPS 714-914, ED. PORTO ALEGRE, SALA 228. ASA SUL.

 

 

Horário

29mai2009 – 18:00 as 21:00 hs

30mai2009 – 09:00 as 12:00 hs

 

 

Profissional: R$ 100,00

Estudante: R$ 50,00

 

 

Informações e Inscrições

61 3346-7736

 

 

 

(vagas limitadas)

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CURSO ARTIGOS SOBRE TÉCNICA

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A PRÁTICA ATUAL

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