O ADOLESCENTE PÓS-FREUDIANO
Conferência Internacional na EBP-SP
27 de julho de 2009 – 20h30
Convidado: PAULO SIQUEIRA
Psicanalista em Paris, AME, Membro da ECF e da AMP
Debatedora: Blanca Musachi, EBP-AMP
Coordenadora: Cássia Maria Rumenos Guardado, EBP-AMP
O adolescente descrito por Freud nos “Três ensaios sobre a sexualidade” em seu artigo intitulado “As metamorfoses da puberdade” editado entre 1905 e 1924, é caracterizado em função de um real biológico (a puberdade) e o lugar do Pai no complexo de Édipo. Ora, desde o artigo sobre “Os complexos familiares na formação do Individuo” de 1938, Jacques Lacan observa um declínio do Pai na sociedade e na família que era até então de estilo patriarcal. Mais tarde, pelo menos no Campo freudiano de orientação lacaniana, tornou-se necessária uma nova direção no tratamento psicanalítico que visa um “Além do Édipo”. Isto implica um questionamento profundo da concepção freudiana do Adolescente.
Algo de mais subversivo aconteceu na Cultura Contemporânea que foi descrito por Jacques Lacan como a ascensão ao zênite do objeto (a), ou seja, a supremacia do gozo sobre o Ideal na sociedade Pós-Moderna.As conseqüências disto no mal-estar na civilização e na psicanálise mesma foi analisado com muita pertinência na intervenção de Jacques-Alain Miller no Congresso da AMP em Comandatuba em agosto de 2004 ( publicado em Opção Lacaniana 42, de fevereiro de 2005 sob o titulo “Uma fantasia”).
Como a função do Ideal tinha na adolescência um papel preponderante na “maturação” do jovem, nesta sua passagem delicada entre a infância e a idade adulta, é claro que este ponto de apoio do Ideal que hoje em dia é posto em questão, implica um profundo mal-estar para a juventude atual. O que substitui no adolescente de hoje esta função do Ideal? Um Sinthoma de tipo Joyciano? Uma saída cínica generalizada?
Tentaremos abordar a partir destas mudanças na civilização e da estrutura pós-edípica as implicações clínicas que elas produzem no tratamento do jovem adolescente e em particular nos casos de psicose. Paulo Siqueira
Local: Sede da EBP-SP, Rua João Moura, 627, Mezanino
Dica Ponto Lacaniano de leitura:






































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