Arquivo de janeiro, 2008

Grifo meu…

Publicado: quarta-feira, 30 janeiro, 2008 em inconsciente, linguagem, psicanálise, sujeito

 ‘na palavra, guarda-se toda a verdade por quem foi atacado de sua doença, …’ – Marcia Tiburi

Magnólia – Trilogia íntima Volume I – Editora Bertrand Brasil – pág. 38

Anúncios
eros1.jpg
A ERÓTICA EM PSICANÁLISE


Flávia Albuquerque – Psicanalista


 

Terças às 15:45

Início em 12 de Fevereiro

Valor: R$ 15,00 a cada encontro

 

 

Freud pensou o amor articulado à sexualidade. Desta forma, podemos dizer que a psicanálise trata o amor abarcando o impossível do saber inconsciente, entendendo que o amor é, sobretudo, amor ao saber, ainda que não-todo por se tratar da verdade do sexo que escapa ao sujeito e funda o inconsciente. Quando se trata de saber inconsciente, o desejo está em jogo. E é só através do amor que se acede ao desejo! É endereçando o amor ao saber na figura do analista que o sujeito elabora um saber que se sustenta no significante.

    Portanto o amor exerce um papel de extrema importância no sujeito falante. A busca incessante dos poetas em poder dizer e viver melhor o amor não nos deixa mentir. Com Lacan, aprendemos que amar é dar o que não se tem. Como se torna possível amar dentro deste impossível que é o amor? Qual o papel da fantasia no enamoramento? Existe uma lógica na paixão?

    Aposta-se que ao final de um percurso de análise o sujeito sai do campo das paixões e aprende verdadeiramente a amar considerando, sobretudo, as diferenças. O amor é coisa que se aprenda? É preciso ser louco para acreditar que o outro o ama?

     A erótica diz de diferentes posicionamentos e estratégias do sujeito em relação ao objeto. A manutenção da falta para a sustentação do desejo está intimamente ligada aos adornos que oferecemos imaginariamente aos objetos eleitos pela via amorosa. A impossibilidade de complementaridade na relação entre os sexos é evidenciada por Lacan em seu aforismo polêmico ‘não há relação sexual’. Estas e tantas outras questões que a temática erótica suscita, tais como: o amor cortês, o ódio como a outra face do amor e a erotomania, nortearão o direcionamento deste grupo de estudos se debruçando nas obras de Freud e Lacan.

 

Participe!

 


 

MAIORES INFORMAÇÕES:

Flávia Albuquerque

(21) 9792-8326 ou fmaa@uol.com.br

 

 

 

Citação

Publicado: quarta-feira, 9 janeiro, 2008 em comportamento, psicanálise, sujeito

“O sintoma é força violenta e estranha que obriga o sujeito, tornado sua vítima, a repetir um gesto muitas vezes contrário à coerência racional de uma vida. Um gesto que desagrada também ao próprio sujeito, pois nele há uma discordância discursiva que mostra, numa dupla face, de gozo e sofrimento, o que não anda bem naquela vida. Cada um de nós tem o seu sintoma como marca originária. O sujeito está condenado a repetir este ponto, que muitas vezes o atravanca e não permite que as coisas possam caminhar bem na sua vida, como uma repetição traumática de um traço ignorado por ele mesmo. É algo que diz respeito à sua historicidade. São as coisas que fazemos a despeito de nós mesmos e contra o nosso querer racional. É uma necessidade de se fazer mal. E isso pode ser insuportável quando estamos numa patologia psíquica.” José Nazar – Psicanalista