Arquivo de setembro, 2008

” “Tristeza não tem fim, felicidade sim” é o tema da XIV Jornada da Escola Brasileira de Psicanálise-Bahia e X Jornada do Instituto de Psicanálise da Bahia, que ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de outubro, em Salvador. O seminário internacional, coordenado pela psicanalista Silvia Helena Tendlarz, da Escuela de la Orientación Lacaniana (Argentina), abordará a felicidade como objeto de consumo e o mal-estar na vida amorosa. O evento, que ocorrerá no auditório da Procuradoria Regional do Trabalho da 5ª Região, reunirá psicanalistas, estudantes e demais interessados.

A jornada tem como objetivo verificar as diferenças entre os sexos em relação à felicidade finita e a tristeza infinita apontadas pelo poeta Vinícius de Moraes. De acordo com Drª. Sônia Vicente, uma das organizadoras do evento, o discurso capitalista atual traz o imperativo: seja feliz!, expresso no excesso de objetos que são ofertados a todo momento e que dão a ilusão de que os tendo, obteremos a felicidade almejada. “O tema da nossa Jornada “Tristeza não tem fim, felicidade sim”, e os sub-temas escolhidos: A Solidão do Um, Mulheres Infelizes, Homens Felizes? e Invenções Sintomáticas, traduzem sua importância ao serem temas essencialmente clínicos e, por isso, de extremo interesse de todos os psicanalistas”, explica.

O assunto central do primeiro dia é “Felicidades e Inquietudes”. Na ocasião, haverá exibição do filme francês “Nossas Inquietudes”, documentário sobre experiências de análise. Em seguida, ocorrerá debate com o renomado professor de Estética da Comunicação na UFBA, Monclar Valverde, e com a doutora Silvia Tendlarz. O segundo dia será marcado pela realização de mesa redonda com os temas “Solidão Um”; “Mulheres Infelizes, Homens felizes?”; “Invenções Sintomáticas” e o seminário: “Consumos de Felicidades”. No último dia do evento, a pesquisadora Ana Lucia Lutterbach Holck falará sobre “Final de Análise e Felicidade”.

Em geral, os assuntos discutidos mostrarão que o ser humano quer ser feliz o tempo todo e por isso vai trocando de objetos numa busca compulsiva da felicidade. Conseqüentemente, os sujeitos entristecem por nunca alcançarem o que desejam e se iludem pensando que ao substituir o objeto poderão alcançar a completude almejada.

As inscrições para XIV Jornada Internacional de Psicanálise podem ser feitas na Escola Brasileira de Psicanálise (Av. Euclides da Cunha, 55, 1º andar, Graça). Mais informações através do telefone (71) 3235-4919 ou 3235-9020. ”

FONTE: JORNAL DA MÍDIA

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O psicanalista e filósofo Edson de Souza é a atração do dia 25, às 19 horas, no Café Filosófico da CPFL Cultura em Ribeirão Preto, com a palestra ‘Desespero e Esperança’. Esse será o quarto encontro do módulo Filosofia como ação: por que pensar e agir precisam estar juntos? Ética é responsabilidade, da filósofa Marcia Tiburi.

A programação da CPFL Cultura em Ribeirão Preto é realizada no Auditório da CPFL Paulista (Av. Cavalheiro Pascoal Innechi, 888 – Jardim Independência), aberto a partir das 18h. A entrada é gratuita e por ordem de chegada. Mais informações pelo telefone (19) 3756-8000 ou no site www.cpflcultura.com.br

Fonte: Jornal A Hora online

A Escola Lacaniana de Psicanálise – RJ realiza este mês a IV Ciranda de Psicanálise e Arte. E como neste ano comemora-se o centenário da morte de Machado de Assis, será uma ciranda totalmente dedicada ao autor.

No site da Gazeta de Piracicaba foi publicado hoje, 20 de setembro de 2008 um artigo da psicanalista Edázima Aidar. Achei fundamental para os que exercem a clínica com criança. Abaixo o copy and paste:

“Freud e o pequeno Hans

 

Edázima Aidar

Freud se ocupou desde 1909 da cura de uma criança de cinco anos atingida por uma neurose fóbica – “medo de cavalos”. Desde lá, o tratamento analítico com crianças vem sofrendo mudanças. Infelizmente, porém, muitos se afastaram do sentido dado ao sintoma, preocupando-se apenas com o real dele.

O gênio de Freud foi ter sabido distinguir que o problema surgido no garoto tinha a ver com o relacionamento entre os pais e a relação do menino com cada um deles. Sua preocupação não foi com o medo, mas com aquilo que ele tinha por missão ocultar.

A mãe, por dificuldades que diziam respeito a ela, agarrou-se ao filho como seu suporte. Faltou a Hans, o apoio do pai para sentir-se com direito a deixar a relação dual, em que a mãe quis aprisioná-lo.

O menino então desenvolveu uma fobia para nela exprimir sua angústia. Isso significa que o problema da criança apareceu para encobrir a angústia materna. O filho enfim tornou-se o representante daquilo que os pais não puderam enfrentar entre eles.

Não se tratava então de se ater ao sintoma – “medo de cavalos” – mas do que isso representava: o fato do menino ter que enfrentar uma ordem de dificuldades não resolvidas em seus pais.

O sintoma do filho não deve ser visto ou tratado como “do filho” e sim como uma linguagem codificada, cujo sentido se esclarece a partir da estrutura familiar, pois é “sintoma desta estrutura”.

Ele vem no lugar de uma palavra que falta. O “medo de cavalos” apareceu no lugar de uma função paterna que se mostrava frágil, incapaz de interditar o vínculo do filho com a mãe.

O pai de Hans foi incapaz de intervir nesse vínculo, impossibilitando que ocorresse um corte emocional no relacionamento intenso que se instalou entre o menino e sua mãe.

É por esse motivo que devemos ver o sintoma da criança como uma linguagem. Ele vem como máscara ou palavra cifrada e se desenvolve na relação da criança com seus pais.

Nenhum sintoma é criado pelo filho, isoladamente. Por esse motivo não devemos jamais isolá-lo como pertencendo a ele apenas. Podemos ver o quanto a criança é o depositário de um drama que a ultrapassa.

O tratamento do filho, através dos pais, é então uma possibilidade na psicanálise. É através dele que os pais têm a oportunidade de repensar sua história de vida, questionando suas “reais” angústias e encontrando alívio para seu sofrimento e o sofrimento de seu filho.

Edázima Aidar é psicanalista com formação em Psicanálise pela Sociedade Campinense de Psicanálise”

PARA ADQUIRIR O VOLUME DA OBRA DE FREUD QUE TEM A PUBLICAÇÃO NA ÍNTEGRA DO CASO DO PEQUENO HANS, CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO:

Este volume ainda conta a publicação do Caso do Homem dos Ratos que estamos trabalhando no grupo de estudo Neurose Obsessiva. Os encontros acontecem toda terça das 19:00 às 20:00. Outras informações: (21) 9792-8326 ou flavia@pontolacaniano.com.br

 

* PRORROGADAS AS INSCRIÇÕES PARA O  CICLO DE DISCUSSÃO: A HISTERIA EM 4 CASOS CLÍNICOS *

* ATENDENDO A PEDIDOS: SERÁ POSSÍVEL PARTICIPAR DE 1 ENCONTRO OU MAIS SEM PARTICIPAR DO CICLO INTEIRO. O VALOR ESTABELECIDO É R$ 65,00 (CADA) *

PARA ADQUIRIR OS VOLUMES DA OBRA DE FREUD ONDE SE ENCONTRAM AS PUBLICAÇÕES DOS CASOS QUE SERÃO TRABALHADOS NO CICLO DE DISCUSSÃO. CLIQUE NAS IMAGEM CORRESPONDENTE:

Neste volume estão publicados: CASO ANNA O. E CASOS ELIZABETH VON R.

Neste volume está publicado: CASO DORA

 

 

Comunicamos que os inscritos participarão de sorteio de livros de Psicanálise e de participação gratuita em grupo de estudo.

INSCRIÇÕES ABERTAS

VAGAS LIMITADAS

MAIORES INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES:

FLÁVIA ALBUQUERQUE

(21) 9792-8326

flavia@pontolacaniano.com.br