Arquivo de maio, 2009

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Livros publicados do psicanalista MARCO ANTONIO COUTINHO JORGE, clique aqui.

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malumulher Relacionamentos afetivos e questões de gênero têm um público cativo na TV, comprovam os seriados americanos. Por aqui, em 1979, Malu Mulher, um dos mais polêmicos seriados da TV Globo, levava à sala de estar das famílias brasileiras os dramas da socióloga Malu (Regina Duarte), separada, mãe de uma adolescente e às voltas com o papel de provedora do lar. O sexo e o desejo femininos, até então temas tabus na telinha, foram abordados no seriado, que registrou o primeiro orgasmo da teledramaturgia brasileira.

familiadesordemDe 1979 para cá, muita coisa mudou, e a mulher contemporânea, emancipada financeiramente e dona de suas escolhas afetivas, hoje vivencia os conflitos decorrentes dos novos arranjos familiares. Em seu livro A Família em Desordem, Elisabeth Roudinesco, uma estudiosa da psicanálise, observa que a família jamais teve configuração tão variada: até a homossexualidade parental está inserida. Pois as novas composições familiares são a base de Tudo de Novo de Novo, seriado global que vai ao ar toda sexta. A história gira em torno de Miguel (Marco Ricca), engenheiro e pai de uma adolescente, e Clara (Júlia Lemmertz), arquiteta e mãe de um garoto e uma garota, de pais diferentes. O casal tenta conciliar a vida amorosa à criação de seus filhos e os respectivos trabalhos.

Três mulheres, do primeiro escalão da Globo, assinam o seriado, que termina em meados de julho: Lícia Manzo, autora, Maria Adelaide Amaral , supervisora de texto, e Denise Saraceni, diretora de núcleo.

Lícia Manzo, 44 anos, é atriz, escreve para teatro, cinema (tem roteiros inéditos de curtas metragens) e TV. Sobre essa pluralidade, diz: “São caminhos com muitas ramificações e todos se complementam.” Aos 15 anos, integrou o grupo carioca Além da Lua, para crianças. Fez teatro com os diretores Luiz Martinez Correa, Naum Alves de Souza e Ulysses Cruz. Em março deste ano, estreou uma peça de sua autoria, em cartaz no Rio, A História de Nós Dois, dirigida por Ernesto Piccolo e elogiada pela crítica.

outrosescritosclarice Mestre em Literatura Brasileira pela PUC/RJ, desenvolveu sua tese sobre a obra de Clarice Lispector, posteriormente publicada com o título Era Uma Vez: Eu – a Não-Ficção na Obra de Clarice Lispector. É também organizadora da coletânea Outros Escritos, que reúne textos inéditos da escritora. Aliás, pode-se dizer que Clarice está por traz de Tudo Novo de Novo, primeiro trabalho solo de Lícia, roteirista da emissora há 12 anos, com colaborações em Sai de Baixo, Retrato Falado, A Diarista, Vídeo Bula, Papo Irado e a novela Três Irmãs. Da escritora, que se dizia ser “uma tímida muito ousada”, absorveu muito do universo feminino. “Clarice era uma mulher à frente do seu tempo. Em 1920, fez faculdade de Direito e escreveu seu primeiro livro muito jovem. Nos anos 60, então com 40 anos, separou-se e veio com os filhos para o Brasil.”

Lícia conta que sempre teve o desejo de abordar os anseios da mulher contemporânea na telinha. “Entre 2005 e 2007, apresentei à emissora três projetos que giravam em torno da tripla jornada feminina, enfocando os papéis de mãe, mulher, profissional e a eterna culpa de não dar conta de tudo.” Com o sinal verde dado este ano, além desses questionamentos, a autora enfoca no seriado o imbróglio familiar de quem casa, descasa e casa de novo. “O casamento, que na época de Malu Mulher era a regra, hoje é exceção.”

RIGOR

Chamada ora de “sargenta”, ora de “generala”, por Walter Negrão e Jayme Monjardim, a dramaturga Maria Adelaide Amaral diverte-se com as comparações. “Porque é isso mesmo que sou: mandona, controladora, explosiva. E mais exigente comigo mesma do que com os outros.”

muralha Autora de impecáveis minisséries, como A Muralha, A Casa das Sete Mulheres, JK, Queridos Amigos e Um só Coração, fala de suas personagens mais queridas. “Adoro Lúcia, de Queridos Amigos. Gosto de Yolanda Penteado e Tarsila do Amaral, de Um só Coração, e de todas as sete mulheres.” O maior desafio? “Queridos Amigos, a minissérie mais pessoal e, por conta disso, não quis fazer concessões, e não fiz.”

Quanto a escrever minisséries e novelas, diz: “A diferença está no cuidado e tempo que você tem para se dedicar a cada capítulo. A novela é estiva. A minissérie dá chance de se realizar um bom trabalho.” Ainda, segundo ela, devido ao horário das minisséries, o autor não sofre pressão cerrada em relação à audiência. A inspiração, para quem não sabe, vem literalmente do céu. Antes de encarar uma jornada em frente ao computador, das 11 às 8 da noite, depois da sagrada caminhada, ela reza e consulta os astros para saber se a fase é propícia à estreia.

Inquieta, agora faz seu batismo no cinema, logo ela, que nunca quis se aventurar na produção de filmes. Dizia que cinema era arte de diretor . Mas o longa metragem em curso, sobre a inclusão das crianças de Heliópolis por meio da música, com direção de Sérgio Machado, a fisgou. “O projeto era muito tentador para que se colocasse a questão dos egos. É bom servir a um projeto quando se acredita nele, mesmo que a assinatura final não seja a sua. Humildade nunca me fez mal.”

Voltando à minissérie que está no ar, faz um contraponto com Malu Mulher: “Em Tudo Novo de Novo, é como se a filha da Malu tivesse se casado e descasado duas vezes e, trazendo filhos das ligações anteriores, vivesse um novo relacionamento. O foco está na mulher provedora, às voltas com a prole e a falta de tempo.”

Sobre a imagem feminina retratada pela mídia em geral, diz que a virtude do seriado é resgatar um tipo de mulher que não está focada na meta de ser celebridade a qualquer custo e a qualquer preço. “Felizmente, há muitas Claras no mundo. Na vida, conheço dezenas de mulheres dignas e fortes, por quem nutro um grande sentimento de admiração e respeito.”

NO COMANDO

memorialmariamoura “Adoro aprender, descobrir. Todas as linguagens me desafiam a fazer o que me importa mesmo: dar sentido e comunicar alguma coisa de transformador às pessoas.” A frase é de Denise Saraceni, primeira mulher a se tornar diretora de núcleo da Globo. Denise assinou superproduções da emissora, como Memorial de Maria Moura, A Muralha, Engraçadinha e Seus Amores e Seus Pecados – que trouxe, corajosamente, o universo de Nelson Rodrigues e a falsa moral da família de classe média para dentro da sacrossanta sala de estar.

Começou a carreira no cinema, por meio do tio Paulo Cezar Saraceni, um dos precursores do Cinema Novo. Das telas, passou para os palcos, quando conviveu com grandes mestres. “Quem me levou para o teatro nos anos 80 foi o Ademar Guerra. Nosso encontro se deu por conta das séries especiais e minisséries da emissora, como a parceria em Meu Destino é Pecar, entre outros programas.” Fã de Gianfrancesco Guarnieri, trabalhou apenas com um texto dele, As Pessoas da Sala de Jantar, nos anos 90, que teve Eva Wilma no papel principal.

desejo Nesses 30 anos de estrada, Denise menciona algumas minisséries que retrataram a mulher em seus múltiplos papéis, como Desejo, A Casa das Sete Mulheres, Memorial de Maria Moura, Maysa. “Mulheres sempre marcarão a história. E devemos tantas ainda…”

Tudo Novo de Novo, segundo ela, resgata não só a temática da mulher contemporânea, que ficou lá para trás com Malu Mulher, como também a ética nos relacionamentos. “Desenvolve o que mais sinto falta na TV: a verdade, um olhar sem hipocrisia para os temas que afligem a sociedade brasileira, a ética nas relações, o amor.”

RECORTE DE: O ESTADÃO

Objeto a de Lacan na sétima arte:

vidadavidgale

“Quanto vale lutar por um ideal? Dinheiro? Felicidade? Relações? Vida?

Vale por a vida em jogo por um ideal? Fico tentada a dizer que não, pois uma verdade não vale uma fogueira, mas quando esse ideal é sinônimo de uma vida inteira, querendo ou não, não tem preço.

Gale, professor de Filosofia e nessa imagem acima – uma das primeiras cenas – ele ministra sobre O objeto pequeno a Lacaniano, maravilhoso. O objeto pequeno a lacaniano é o Objeto Causa de Desejo que faz parte da fórmula da Fantasia. Assunto extenso e complexo, mas acho brilhante o filme ter seu início pautado no Desejo…”

RECORTE DO BLOG CINEMA É A MINHA CASA

 

XI JORNADA DE FORMAÇÕES CLÍNICAS DO CAMPO LACANIANO /FCCL/RJ  – OS NOMES DO SINTOMA…
 
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Endereço: Centro de Convenções do CBC – Rua Visconde Silva, 52 – 3º andar – Botafogo
Cidade: Rio de janeiro
Informações:  Tel 21 22869225 , Tel/fax 21 2537 1786
Informações :   www.fcclrio.org.br 

VICKY CRISTINA BARCELONA

Publicado: sexta-feira, 29 maio, 2009 em comportamento, desejo, filme, psicanálise, sujeito

VICKY

“As pessoas são desde sempre e para sempre faltosas. Buscam, por sua vez, completarem-se com objetos de amor de toda espécie, desde os compráveis ao nomeáveis abstratos. A falta é uma constante. A angústia, para Lacan, é justo quando a falta falta, quando ela não comparece.

Passamos a vida em busca de um objeto para sempre inominável, perdido, que nos complete, que nos preencha. Por sorte, temos a arte como maneira subversiva de dizer: Sou faltoso, em mim há um buraco, uma hiância, e isso que criei é uma tentativa de falar disso.

Muitos pensam que a Arte é uma forma de “completar a incompletude”. Mas na verdade, a arte é uma maneira de expressar, de dizer, de falar dessa eterna falta-a-ser.

É claro que o relacionamento deles é faltoso, incompleto. Tenho pra mim que quanto mais cônscio o sujeito é dessa realidade, mais chances de dar certo o relacionamento terá. Sim, pois os fracassos sentimentais ocorrem por se depositar no outro uma expectativa de o outro irá suprir todas as carências/buracos/faltas. Só que o Outro também é carente, é faltoso, é esburacado e não tem a menor obrigação de completar nada. E então, os relacionamentos acabam, e o movimento eterno da busca pelo objeto continua…”

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