Arquivo de outubro, 2009

Informamos que já estão disponíveis os nomes do palestrantes que estão confirmados para o evento. Basta acessar o link do II Simpósio no topo da página.

NOVIDADE: Haverá um stand de venda de livros da Cia de Freud. A editora também disponibilizará alguns títulos para sorteio.

LEMBRANDO QUE AS VAGAS ESTÃO TERMINANDO, GARANTA O QUANTO ANTES A SUA INSCRIÇÃO!

informações:

Flávia Albuquerque

(21) 9792-8326

flavia@pontolacaniano.com.br

CARTAZIISIMPOSIO

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Nelson Rodrigues sempre ronda o cotidiano do brasileiro. Cotidiano repleto de contradições, onde a sexualidade é uma das mais fortes vertentes. Aí está o plano trágico da obra rodrigueana. Acaba de chegar às livrarias contos inéditos de seu clássico “A Vida Como Ela É…”

O livro reúne textos inéditos publicados no jornal carioca Última Hora, no começo dos anos 1950. Foi da coluna que mantinha no periódico que o escritor tirou os textos do famoso “A Vida Como Ela É…”.

Os contos, que tanto sucesso fizeram, foram escritos no jornal “Última Hora”, de Samuel Wainer. Nelson já era um dramaturgo consagrado. Tinha criado novas bases para o teatro brasileiro com a montagem de “Vestido de Noiva”, em 1943. Era famoso também por suas crônicas sobre os pequenos dramas e tragédias do cotidiano urbano carioca, escritas no jornal “O Globo”.

Ao receber o convite de Samuel Wainer para escrever “A vida Como Ela É”, histórias baseadas na vida real, Nelson não se fez de rogado. Era, na verdade, o que desejava naquele momento de profundas transformações no jornalismo brasileiro: com o lead, pirâmide invertida, copidesque (“o idiota da objetividade”) e o trágico fim do ponto de exclamação.

O jornal de Wainer fez intensa publicidade antes da estreia da coluna de Nelson na época. Abusou em letras garrafais. Queria seduzir o leitor para o conteúdo das crônicas de Nelson: tragédia, drama, farsa e comédia. Quer dizer, tudo o que não desejava o jornalismo da época repleto de manuais, objetividade, leads e pirâmides invertidas. Era, talvez, o jornalismo de não-ficção. Ou de imaginação mesmo. Se existe este gênero no chamado jornalismo de referência.

A tão esperada coluna de Nelson Rodrigues estreou em 16 de novembro de 1951. A pedido de Samuel Wainer, Nelson retrataria com um toque ficcional histórias policiais. O próprio Nelson explica em uma de suas crônicas.

– Tratava-se de valorizar o fato policial, de dar ao fato policial uma categoria, digamos, assim poética, dramática (…) Alguém, que seria eu, daria ao fato um novo tratamento. Em vez da fixação rotineira, da reportagem meramente objetiva e convencional – uma penetração mais profunda e uma visão mais poética que jornalística.

A coluna de Nelson Rodrigues se tornou o espaço mais lido e popular do jornal de Samuel Wainer. Nelson “falava diretamente ao público, fazendo tremer suas convicções”. O autor de “Vestido de Noiva” nunca gostou de psicanalistas, debochava de Freud, no entanto, seus enredos estão repletos de atos falhos, sonhos, sexualidade, inconsciente. Diariamente, durante 10 anos, ele destilava suas maiores obsessões: a fidelidade, o ciúme, a inveja, a dualidade entre amor e sexo e os dilemas morais.

Logo na primeira crônica – “Não tenho culpa que a vida seja como ela” -, Nelson narra a gênese do trabalho. Depois do acerto do Wainer, do título (um achado para ele) e a conclusão de que exerceria um certo papel de “poeta dramático”, Nelson Rodrigues começou sua incursão num mundo que tanto o excitava.

– O fato policial, seja qual for, representa o grande manancial poético de cada dia. Seja homicídio, cabeça quebrada, atropelamento, adultério, agressão, facada, tiro – não importa. A verdade é que do homicídio ao furto de galinha – a crônica policial tem suas raízes nas grandes paixões humanas, nos problemas eternos de cada homem. Quando o repórter apura uma tragédia em Copacabana – está diante de uma Ana Karenina. E, então, pergunto: por que ignorar a aura trágica que marca a pecadora da vida real e carioca? Por que negar o valor dramático de um simples atropelamento.

Nelson, nunca ligou para o fato do dia. Para ele, a força do acontecimento não estava no mês, dia e hora, mas na sua “substância trágica”. Por isso, muitas vezes narrava uma história que ocorreu no Rio, mas há 30 anos. Outra explicação do autor, talvez para fugir da Justiça. Ele suprimia os verdadeiros nomes e residências de personagens. Mas a justificativa de possíveis processos não era, segundo ele, o real motivo da emissão de nomes verdadeiros.

– Com a eliminação de endereços e nomes reais, a seção atinge, em cheio, um resultado, qual seja o de atenuar a vergonha dos personagens. Ninguém os identificará debaixo do disfarce criado. Só não altero nem falsifico as suas palavras e os seus crimes.

A coluna de Nelson sempre apresentou uma característica: era uma escrita triste. Impossível, segundo Nelson, qualquer disfarce, qualquer sofisma. “Por uma tendência fatal, irresistível, só tratava de paixões, crimes, velórios e adultérios. Criou-se uma dupla situação: sofriam os personagens e também os leitores”.

Ele conta uma história que confirma sua mística numa de suas crônicas. “Um dia um telefone bateu. Voz de mulher, perguntando por mim. Atendo e do outro lado da linha, vem a pergunta. É o senhor que escreve aquela seção “A vida como ela é…?”. Perfeitamente, responde. Continuou a voz: Aqui fala uma leitora. Me diz uma coisa: o senhor é inimigo das mulheres? Caio automaticamente das nuvens. Eu, minha senhora?! Pelo amor de Deus!… A leitora insiste: Então, como é que, nas suas histórias, as mulheres fazem o diabo?”.

Ali estava criado os dramas. As observações não pararam mais. Todos achavam “A vida como ela é” muito triste. Por isso, o sucesso da coluna. Ela se tornou útil pela sua tristeza, imensa e vital. Para o dramaturgo, a pessoa que só tem uma visão da vida unilateral e rósea, “é uma pessoa mutilada”.

“A Vida Como Ela É” tem um subtítulo também em letras garrafais – “Nelson Rodrigues: Não tenho culpa que a vida seja como ela é”. O livro reúne 30 textos inéditos de diferentes fases, nunca publicados. Foram pinçados no baú de Nelson Rodrigues duas preciosidades – “O Broto de 16 Anos” e “Viuvíssima” – assinadas por Suzana Flag, pseudônimo usado por Nelson em folhetins e no seu consultório sentimental.

Apontado pelo público como um tarado, um sádico, Nelson Rodrigues não se sentia incomodado. Dizia trabalhar num universo repleto de sadismo – chegou a chamar o seu teatro de hediondo. Muitas vezes ele defendia-se: “O sexo é a satisfação impossível. O amor é que justifica o fato de o homem ter nascido. Nego a qualquer um o direito de virar as costas à dor alheia. Há uma leviandade atroz na alegria”.

Desde a Grécia a tragédia é parte integrante da realidade social e a experiência do trágico é um elemento fundamental na vida do individual. Nas crônicas e no teatro de Nelson Rodrigues, o espectador se descobre, ele mesmo, um enigma, pois põe em questão as certezas e os limites da vida humana. O questionamento do homem e seu destino trágico é uma constante na obra rodrigueana Por isso, tanto sucesso. Tantas reedições. Tanta falta faz Nelson. Hoje, com a implantação da violência urbana cada vez mais atroz, o aspecto trágico da vida se desenrola num ritmo mais dramático do que nos inocentes anos 50 de “A Vida Como Ela é”.Tanta falta faz Nelson.

PREVENDANELSON

CRÔNICAS
“Não tenho culpa que a vida seja com ela é”
Nelson Rodrigues
R$ 44,90
264 páginas
2009
AGIR

JOSE ANDERSON SANDES
EDITOR DO CADERNO 3 do DIÁRIO DO NORDESTE

APROVEITE A PRÉ-VENDA DO LIVRO NO SUBMARINO:

http://www.submarino.com.br/produto/1/21617318/pre-venda:+nao+tenho+culpa+que+a+vida+seja+como+ela+e/?franq=262638

MARCO ANTONIO COUTINHO JORGE

 

Jacques Lacan (1901-1981) e Sigmund Freud (1856-1939) jamais se conheceram pessoalmente, mas os caminhos desses dois pensadores se encontraram e se entrelaçaram de maneira definitiva para a história da Psicanálise. Psiquiatra francês, Lacan propôs, a partir da década de 1950, um movimento de “retorno a Freud”, com o qual pretendia resgatar a origem e os princípios fundamentais da Psicanálise. Neste percurso, debruçado sobre a obra freudiana, Lacan se deparou com questões ligadas à clínica, à ética e ao lugar do analista e, a partir disso, propôs novas compreensões a algumas antigas noções da Psicanálise. Este curso vai apresentar os principais elementos do trabalho desse pensador que reinventou a Psicanálise sem, no entanto, abandonar o campo freudiano.

 

4 AULAS

TERÇAS-FEIRAS, ÀS 17H

 

03 NOV

RETORNO AO SENTIDO DE FREUD

A retomada dos fundamentos da Psicanálise. Os quatro conceitos fundamentais: inconsciente, transferência, pulsão, repetição.

 

10 NOV

O REAL, O SIMBÓLICO E O IMAGINÁRIO I

Real: a relação sexual impossível. O objeto a. Amor, desejo e gozo. O lugar da fantasia.

 

17 NOV

O REAL, O SIMBÓLICO E O IMAGINÁRIO II

Simbólico: o inconsciente estruturado como linguagem. A lógica do significante. O Outro. Imaginário: o eu é um outro. O estádio do espelho. O esquema L.

 

24 NOV

A RENOVAÇÃO DA CLÍNICA PSICANALÍTICA

Função e campo da fala e da linguagem. A resistência é sempre do analista. A interpretação já vem pronta do Outro. A teoria dos quatro discursos: mestre, histérica, psicanalista, universitário.

 

Marco Antonio Coutinho Jorge. Professor adjunto da Uerj, psiquiatra, psicanalista, diretor do Corpo Freudiano Seção Rio de Janeiro e membro da Association Insistance (Paris/Bruxelas). Autor de Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, co-autor de Freud – Criador da psicanálise e de Lacan – O grande freudiano e organizador da coletânea Lacan e a formação do psicanalista. Tem artigos publicados em revistas e coletâneas no Brasil, Canadá, França, Itália e México.

CASA DO SABER

LAGOA – Av. Epitácio Pessoa, 1.164 – Lagoa

Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 22h.

Informações: 2227-2237 ou www.casadosaber.com.br

JÔ GONDAR, GUILHERME GUTMAN, CÉSAR MUSSI IBRAHIM, BENILTON BEZERRA JR.

 

Quando Freud inventou a Psicanálise, em 1900, a célula social era composta pela família burguesa, a pílula anticoncepcional não havia sido inventada, tampouco os medicamentos psiquiátricos. Mais de um século depois, os modos de sentir, sofrer e intervir no sofrimento se transformaram profundamente. Pânico, compulsões,depressões e fenômenos psicossomáticos são as formas pelas quais a alma dos homens expressa hoje seu mal-estar. Os medicamentos psiquiátricos prometem cura com pouco esforço e engajamento; a família contemporânea ganha novas formas: a paternidade se desarticula, surgem novos métodos de contracepção e de fertilização, as relações se tornam menos sólidas. Como a Psicanálise se situa diante dessas novas configurações? Quatro psicanalistas se propõem a discutir sua teoria e sua prática diante dos desafios que os novos tempos apresentam ao campo psicanalítico.

 

4 AULAS

QUINTAS-FEIRAS, ÀS 20H

 

05 NOV

OS SINTOMAS CONTEMPORÂNEOS

As expressões do sofrimento psíquico encontradas hoje são bem diferentes dos

sintomas histéricos e obsessivos descritos por Freud. Como entender e tratar o pânico, as depressões e os fenômenos psicossomáticos tão presentes na atualidade?

Jô Gondar

 

12 NOV

A MEDICALIZAÇÃO DA SOCIEDADE

As abordagens biológicas e químicas da mente humana se fazem cada vez mais presentes no cotidiano, oferecendo possíveis respostas a questões sobre comportamentos e afetos humanos. É possível articular essas intervenções no organismo às interpelações subjetivas propostas pela Psicanálise?

Guilherme Gutman

 

19 NOV

AS NOVAS FAMÍLIAS

As novas formas de organização familiar e a produção de subjetividade. A transformação de aspectos ligados à família, tais como casamento, autoridade paterna e liberdade sexual e seus efeitos no psiquismo de crianças e jovens educados a partir dessas novas referências.

César Musi Ibrahim

 

26 NOV

A PSICANÁLISE NO SÉCULO XXI

Da Viena do século XIX ao mundo globalizado do início do século XXI: de que maneira as mudanças sociais e culturais verificadas ao longo desse período repercutem no campo da Psicanálise?

Benilton Bezera Jr.

 

 

Jô Gondar. Professora do Departamento de Filosofia e do Programa de Pós-Graduação em Memória Social na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO). É psicanalista. Doutora em Psicologia Clínica pela PUC-Rio, com pós-doutorado na Universidad de Deusto, Espanha. Autora de Os tempos de Freud e organizadora de Memória e espaço, Trilhas do contemporâneo e O que é memória social.

 

Guilherme Gutman. Professor de Psicologia da PUC -Rio. Médico psiquiatra e psicanalista. Doutor em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Uerj.

 

César Mussi Ibrahim. Professor na PUC-Rio e psicanalista, especializado em terapias de família e de adolescentes. Mestre em Psicologia pela PUC-Rio. Benilton Bezera Jr. Professor do Instituto de Medicina Social (IMS) da Uerj e pesquisador do Programa de Estudos e Pesquisas da Ação do Sujeito (Pepas) – IMS/Uerj. Psicanalista e psiquiatra. Organizador das obras Psiquiatria sem hospício: uma contribuição à reforma psiquiátrica no Brasil; Corpo, linguagem e afeto: questão do sentido hoje e Winnicott e seus interlocutores (com Francisco Ortega).

CASA DO SABER

LAGOA – Av. Epitácio Pessoa, 1.164 – Lagoa

Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 22h.

Informações: 2227-2237 ou www.casadosaber.com.br

Estamos a menos de 1 mês do evento II SIMPÓSIO DE PSICANÁLISE DE NITERÓI – RJ Sexualidade: sexuação e escolha de objeto e restam poucas vagas. Muitos interessados têm entrado em contato para saber de haverá inscrições no local, no entanto, infelizmente não podemos garanti-las. Sugerimos que garantam as vagas o quanto antes.

A listagem dos palestrantes confirmados se encontra no link do II Simpósio no topo da página.

Outras informações:

(21) 9792-8326

(21) 7870-2323

flavia@pontolacaniano.com.br

CARTAZIISIMPOSIO

O DIA DO DINHEIRO – 13 de outubro (por FRANCISCO TELOEKEN – Gazeta do Sul)

“Quem acredita que o dinheiro fará qualquer coisa por ele, provavelmente fará qualquer coisa por dinheiro” – Benjamim Franklin

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Igual a tantas datas comemorativas que passam despercebidas, o dia do dinheiro – 13 de outubro – é uma delas. Não é preciso quantificar o tempo e o esforço que lhe é dedicado para saber que a todo o momento, em qualquer lugar ou situação, todo o dia é dia do dinheiro. Trata-se de nossa maior tecnologia social. Letrados ou analfabetos, todos nós, independente do que fazemos, de alguma forma, precisamos lidar com o dinheiro.

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O que é, realmente, o dinheiro? Hoje, o dinheiro pode ser uma cédula, uma moeda, um cartão eletrônico, um cheque, uma transferência eletrônica, um clique de computador, etc. Em tempos imemoriais, já foi representado por pedras, conchas, animais, peles, tabaco, arroz, chá, etc. O dinheiro é algo que pode satisfazer nossas necessidades e aspirações, cuja existência ou ausência tem efeitos tangíveis sobre a realidade. Dizem que ninguém mais vê a cor do dinheiro, pela rapidez e facilidade com que o gastamos ou pelas movimentações bancárias virtuais, com a perda da materialidade e as fronteiras, tornando-o tão abstrato quanto o ar. E isso é ruim. O dinheiro tem uma energia muito particular e, ao usar apenas o plástico, perdemos o contato com ela.

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Na época de Freud, muitas das doenças mentais advinham da pressão de complexos sociais. Com esses problemas mais ou menos resolvidos, pela liberação dos costumes, o dinheiro passou a ser a nova fonte de loucura pessoal e coletiva. Há muito mais loucuras e doenças associadas ao dinheiro que a qualquer outro conteúdo ou componente mental. O dinheiro é o portador simbólico da mais elementar angústia relacionada à sobrevivência. Daí a carga inconsciente de não ter dinheiro disparar as mais intensas e violentas emoções, mal-entendidos, discussões, conflitos matrimoniais e sociais, traições, brigas, separações, depressões, obsessões, ansiedades, ódios, etc, além de todas as formas de violência, como assaltos, roubos, assassinatos e guerras. O dinheiro não muda as pessoas, apenas revela como elas realmente são. Em tempos de crise, como esta da qual o mundo parece que está saindo, todos esses problemas relacionados ao dinheiro são potencializados. Culpar o dinheiro pelos dramas da sociedade seria como culpar os carros pelos acidentes de trânsito ou responsabilizar a cerveja pelo alcoolismo.

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A forma como nos relacionamos com o dinheiro diz muito sobre nós mesmos. Alguém só se conhece quando compreende o papel que o dinheiro tem na sua vida. Dinheiro é como uma droga. Pode nos dar a sensação de que somos melhores e mais importantes do que realmente somos. A maioria das pessoas acha que o seu carro, a sua casa, as suas jóias definem o que elas são. Nada disso define uma pessoa. Quem entende esse princípio básico começa a ter controle sobre a própria vida. Para tanto, é preciso conhecer-se. Do autoconhecimento surge o controle sobre o dinheiro. Do controle do dinheiro, o controle sobre o que se costuma comprar. E disso tudo, o controle sobre a vida.

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É possível imaginar o mundo sem dinheiro? Que valores passaríamos adiante, já que poderíamos ter tudo o que quiséssemos? Por isso, independente se é bom ou ruim a sua existência, devemos assumir uma relação séria com o dinheiro pois ele, também, não gosta de desaforo. Analisar cada centavo gasto, comprando só o que é preciso, e não o que o dinheiro – ou o crédito – permitem, o que requer, eventualmente, questionar alguns hábitos de consumo. Sócrates já dizia que “a vida sem exame não é digna de ser vivida”.

Paris – A primeira-dama da França, Carla Bruni Sarkozy, falará sobre seu processo de psicanálise em um documentário, a ser transmitido pela rede France 3 no começo de Novembro, confirmou à AFP a emissora de televisão pública.

O documentário, intitulado “La premiere seance” (“A primeira sessão”) irá ao ar no dia 7 de Novembro na edição regional para Paris e região da France 3, indicaram fontes do canal.

Carla Bruni, ex-modelo e cantora que se tornou primeira-dama da França em Fevereiro de 2008 depois de se casar com o presidente Nicolas Sarkozy, falará sobre as razões que, oito anos atrás, fizeram com que ela desse início a um processo de psicoterapia, segundo o site purepeople.com.

“La premiere seance” é dirigido por Gerard Miller, reconhecido psicanalista e apresentador de televisão na França.

Além de Carla Bruni, de 41 anos, dão depoimento ao documentário actores conhecidos e apresentadores de televisão.

FONTE: ANGOLA PRESS