Arquivo de novembro, 2009

Livros de Jean Allouch: http://www.submarino.com.br/portal/Artista/1114/+jean+allouch/?franq=262638

No último dia 14, aconteceu o II SIMPÓSIO DE PSICANÁLISE DE NITERÓI – RJ Sexualidade: sexuação e escolha de objeto. Trabalhos muito bem elaborados foram apresentados pelos palestrantes. A discussões foram bastante produtivas e os participantes deram sugestões muito bem-vindas de temas para discutirmos nos próximos. Gostaria de agradecer mais uma vez a AMF – Associação Médica Fluminense, aos palestrantes, e aos participantes que, mesmo em um dia de sol escaldante marcaram presença.

Lembrando que, em breve, os trabalhos apresentados serão publicados em livro.

O III Simpósio de Psicanálise de Niterói – RJ está previsto para setembro/outubro.

veja mais sobre o simpósio no site da psicanalista Fernanda Pimentel http://www.viafreud.blogspot.com/

Medo de LARS VON TRIER

Publicado: domingo, 15 novembro, 2009 em psicanálise

POLÊMICO ANTICRISTO MOSTRA A CRUELDADE COMO ALGO INERENTE AO SER HUMANO

Hans foi ao consultório de Freud quando tinha apenas cinco anos, levado pelo pai. Procurava a explicação para uma fobia por cavalos sofrida pelo filho, algo problemático para uma sociedade tão dependente da força animal quanto a de Viena do final do século 19. No episódio narrado em “O Pequeno Hans”, publicado em 1909, Freud descobriu que o medo de cavalos do menino estava relacionado ao receio quase inconsciente de ser castrado pelo pai, como um Complexo de Édipo.

Não há referência explícita a “O Pequeno Hans” em “Anticristo”, escândalo dirigido por Lars von Trier e que vem gerando discussões no meio cinematográfico desde a primeira exibição no Festival de Cannes, em maio. Mas a pirâmide esquemática criada pelo personagem sem nome de Willem Dafoe se assemelha ao método freudiano porque objetiva a revelação da angústia profunda de sua mulher (Charlotte Gainsbourg), talvez sem nenhuma relação aparente com o objeto do medo.

 

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“Anticristo” começa com aquilo que seria a origem da fobia da personagem: enquanto transam, o casal não percebe o filho pequeno caindo para a morte da janela do prédio onde moram. O marido, psicanalista, tenta acabar com o luto da esposa por meio da técnica da pirâmide, na qual o medo da “paciente” deve ficar no topo e explicar o porquê de outros medos abaixo. É questão de tempo para ambos embarcarem numa viagem para Éden, cabana embrenhada no mato e onde a família passava as suas últimas férias.

Muito foi dito sobre “Anticristo”, desde a estética característica de Von Trier até as cenas de sexo explícito e extrema violência, algumas vezes misturadas numa tomada só. Mais do que categorizar “Anticristo” como “bom” ou “ruim”, “assistível” ou “repugnante”, vale ressaltar as nuances do diretor, que considera esse como o filme mais importante de sua carreira, feito enquanto estava afundado na depressão. Pode ser blefe, mas faz sentido dentro da lógica fílmica doentia.

O exorcismo terapêutico de Von Trier se divide em capítulos, “Luto”, “Dor (Caos Reina)”, “Desespero (Ginocídio)” e “Os Três Mendigos”. Cada um tenciona a seu modo a dualidade entre o bem e o mal, traduzido no carinho e na violência do casal de protagonistas. É como se a morte do filho fosse estopim para o nascimento da crueldade inerente a cada ser humano. Há amor, mas há um profundo pesar na relação.

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Nesse ponto, “Anticristo” faz um paralelo com o mito de Medeia, de Eurípedes, a assassina dos próprios filhos. Aliás, Von Trier já adaptou a tragédia para os cinemas num filme pouco visto de 1988. “Anticristo” tem as reviravoltas do gênero terror, mas elas surgem sem importância, quando as angústrias de Charlotte Gainsbourg transbordam do esquema piramidal.

O anticristo do filme de Von Trier renasce na floresta de Éden, ambiente onde o caos reina e liberta a crueldade como algo próprio do ser humano, como está descrito no “Leviatã” de Thomas Hobbes. Equivocadamente, alguns críticos consideraram “Anticristo” misógino por atribuir à mulher a desgraça do homem (no filme isso até é verdade), mas é a situação limite que faz florescer o eu demoníaco e maligno dos personagens.

 

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Há ainda quem reclame de uma tomada específica, quando uma raposa olha para o público e afirma “o caos reina” com voz diabólica. Muitos riram do absurdo da situação criada por Von Trier. São risadas nervosas, talvez um bálsamo proporcionado pelo diretor para o extremo em que “Anticristo” transita nas cenas seguintes.

fonte: A NOTÍCIA por Edson Burg

Saiu uma nota no Jornal O Globo, no caderno de Niterói, na coluna de Gilson Monteiro a respeito do II Simpósio de Psicanálise de Niterói – RJ

Vejam!

COLUNAGILSONMONTEIRO

Para os interessados, a vagas estão se esgotando. É preciso correr com a inscrição! O depósito deve ser feito no Banco Bradesco ag. 2510 c/c 2358-2 no valor de R$ 40,00. Após efetuado o depósito, é NECESSÁRIO entrar em contato pelo telefone (21) 9792-8326 ou e-mail flavia@pontolacaniano.com.br informando data do depósito, nome completo, telefone para contato e e-mail.

Lembrando que teremos sorteios de livros da Cia de Freud assim como um stand desta editora com excelente livros de psicanálise a venda.

simpósio - imagem p certificado e programação

Os psicanalistas e interessados na psicanálise estão comemorando finalmente o lançamento – bastante tardio – do DVD “Freud Além da Alma”. Mas poucos sabem de alguns bastidores como o fato de que o roteiro inicialmente ter sido solicitado a Sartre que, por 25 mil dólares, entregou o roteiro tão longo e detalhado que daria para 5 horas de projeção. E após revisado, foi entregue um roteiro ainda mais extenso. Com isso, o roteiro foi elaborado por Huston e Wolfgang Reinhardt, sob a supervisão de 2 psiquitras: Dr. David Stafford Clark e Earl Loomis.

O filme, então é construído como um filme quase policial, onde o protagonista seria um detetive da alma decifrando por meios interrogatórios. A fachada da casa de Freud em Viena serviu de locação e Montgomery Clift, no papel de Freud, intrometeu-se a todo momento com o intuito de mudar as cenas argumentando que sabia a respeito pois estava fazendo análise há 11 anos.

Outro bastidor interessante é o fato de Marilyn Monroe ter sido cogitada – inclusive por Sartre – para o papel feminino que acabou sendo atuado por Suzannah York, mas seu analista a desaconselhou aceitar o papel muito provavelmente porque seria algo bastante complicado atuar em um filme que lidasse com o tema da psicanálise para uma atriz que andava bastante depressiva. No mesmo ano do filme, 1962, Marilyn vem a morrer. Comenta-se ainda que Suzannah York agia de forma histérica no estúdio. Bastante oportuno, não?

E para os que tanto esperaram para este lançamento em DVD, fica a dica  de alguns livros além, claro, do próprio DVD. Basta clicar nas imagens.

FREUDALEMDAALMA  DVD DUPLO: FREUD ALÉM DA ALMA

 

sartrefreudalemdaalmaFREUD ALÉM DA ALMA: ROTEIRO PARA UM FILME – Sartre

marilynasultimassessoesMARILYN: AS ÚLTIMAS SESSÕES

marilynomito

MARILYN MONROE: O MITO Espetacular livro que mostra 62 fotos do acervo do fotógrafo Bert Stern do último ensaio da atriz 6 semanas antes de sua morte, com texto do próprio fotógrafo contando os bastidores. Promoção no submarino a R$ 10,00. IMPERDÍVEL!!