Arquivo de agosto, 2010

Série OS PARADOXOS DE LACAN

Publicado: sábado, 28 agosto, 2010 em psicanálise

Paradoxos de Lacan

“O que uma análise ensina não se adquire por nenhuma outra via, nem pelo ensino, nem por nenhum oturo exercício espiritual. Nesse caso, a que se presta? Quer dizer que é preciso calar esse saber? Por mais particular que seja para cada um, não haveria medo de ensiná-lo, de ao menos transmitir seus princípios e algumas de suas consequências? Lacan colocou-se a pergunta, respondendo-a em mais de um estilo. Em seu Seminário,  ele argumenta à vontade. Em seus Escritos, quer demonstrar, e atormenta a letra a seu bel prazer. Mas há também suas conferências, suas entrevistas, seus improvisos. Aí, tudo vai mais rápido. Trata-se de surpreender as opiniões para melhor seduzi-las. É o que chamos de seus Paradoxos.

Quem fala? Um mestre de sabedoria, mas de uma sabedoria sem resignação, uma anti-sabedoria, sarcástica, sardônica. Cada um é livre para fazer disso o que quiser.

Esta série, inicialmente dedicada à inéditos, publicará em seguida trechos de sua obra.”

* Texto da orelha dos volumes da Série Paradoxos.

                                                                    

Mudança de endereço em Ipanema

Publicado: sexta-feira, 27 agosto, 2010 em psicanálise

Grupo de estudo na Tijuca

Publicado: quinta-feira, 26 agosto, 2010 em psicanálise

Grupo de estudos com o psicanalista Felipe Grillo:

1º Colóquio Letra: A Angústia – Curitiba

Publicado: sábado, 14 agosto, 2010 em psicanálise

PROMOÇÃO USUFRUTO

Publicado: quarta-feira, 11 agosto, 2010 em psicanálise

Quem fizer inscrição para o Encontro Psicanalítico “O que forma um psicanalista” em Niterói ou Rio de Janeiro receberá um e-flyer para pagar meia entrada na peça USUFRUTO no Teatro Fashion Mall nos dias que tem debate: quintas e domingos.

E aqueles que já assistiram ao espetáculo, apresente o canhoto do ingresso na inscrição da atividade e pague meia: R$ 60,00

 

USUFRUTO

Publicado: terça-feira, 10 agosto, 2010 em psicanálise

Usufruto é causador.

Certamente não há quem assista e saia sem, no mínimo, uma dezena de questionamentos. Se a grande aposta de Lúcia Veríssimo – autora e atriz da peça – foi provocar movimento na inércia de muitos, não investiu em vão! O texto é, sem dúvida, produto de muito trabalho no divã em 38 anos de análise. Tanto que Lúcia não se opõe a confessar ao longo do seu discurso que o texto tem um tom autobiográfico, mas se diz bastante cansada quando pedem para falar mais uma vez de sua vida particular. Nem precisa! Os efeitos que restam em si mesma de suas experiências estão carimbados laboriosamente nos diálogos do casal de Usufruto.

Não é a toa que as personagens não têm nome: as questões levantadas em meio a caixas de mudança e goles de vinho, são do sujeito. E esse sujeito não tem nome, rosto, idade ou sexo. É a erótica – que tanto nos captura com dúvidas e receios em torno do amor e do desejo – encenada no palco. Um homem e uma mulher que se encontram em um apartamento a venda e que interessa aos dois. O interesse de cada um pelo mesmo espaço revela fantasias divergentes. E é no discurso que se torna possível escutar algo da ordem da fantasia de um sujeito que se traça na sua relação com o objeto (suposto) de desejo. É então que a mulher lança a proposta de um jogo em que um tem que convencer ao outro quem tem mais motivos para comprar o apartamento. O ganhador leva! Mas quem ganha? E quem ganha… ganha o quê?

Não vou deixar de recortar uma cena da peça que achei preciosa: Após uma declaração de amor do rapaz, a mulher aponta que não é a ela que ele ama, mas o novo mundo que ela apresentou a ele.

Imperdoável não assistir!

Os atores ainda brindam o público com um delicioso debate nas quintas e domingos.

Teatro Fashion Mall de quinta a domingo, Rio de Janeiro.

O QUE FORMA UM PSICANALISTA?

Publicado: domingo, 8 agosto, 2010 em psicanálise