Arquivo de janeiro, 2011

PSICANÁLISE & SÉTIMA ARTE – 1º encontro

Publicado: segunda-feira, 31 janeiro, 2011 em psicanálise

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Apesar das diferenças que separam a filosofia nietzschiana, a psicanálise de Freud e a criação literária pessoana, são inúmeros os pontos de contato e as afinidades existentes entre Friedrich Nietzsche, Fernando Pessoa e Sigmund Freud. Este é o mote de um colóquio que acontecerá nos dias 3 (Universidade de Lisboa), 4 (Universidade Nova de Lisboa) e 5 (Fundação Calouste Gulbenkian) de maio de 2011.

O evento, que reunirá diversos pesquisadores internacionais, permitirá conhecer o elo de ligação entre três dos maiores pensadores europeus dos séculos 19 e 20. Pessoa, que foi leitor e crítico de Nietzsche e de Freud, construiu sua produção artística animado por conceitos e problemáticas presentes no pensamento nietzschiano e freudiano.

A comissão organizadora é constituída pelo ensaísta português Eduardo Lourenço e pelos professores Paulo Borges (Universidade de Lisboa) e José Martinho (Universidade Lusófona).

fonte:  revistapessoa.com

Livro de Freud ganha tradução segura

Publicado: domingo, 30 janeiro, 2011 em psicanálise

Durante décadas, o público leitor brasileiro foi obrigado a conviver com péssimas traduções dos textos de Sigmund Freud (1856-1939), um dos pensadores mais decisivos do século 20.

Agora, com a disponibilização da obra freudiana para o domínio público, a Companhia das Letras oferece uma tradução segura das obras completas, feita por um tradutor que já havia mostrado sua competência com textos de Nietzsche (1844-1900) e Brecht (1898-1956), Paulo César de Souza.

O novo volume da coleção traz, além das “Novas Conferências Introdutórias à Psicanálise”, o fundamental “O Mal-Estar na Civilização”.

Não seria exagero dizer que este é certamente um dos textos mais influentes da contemporaneidade.

Sua maneira de descrever as patologias do processo civilizatório e o preço que pagamos para socializar nossas pulsões e desejos encontrou eco profundo na maneira de compreendermos a estrutura de nossas formas de vida.

Isto demonstra que, independentemente do fato de acreditarmos ou não na psicanálise como prática clínica, boa parte dos esquemas de autocompreensão das sociedades ocidentais são profundamente marcados por uma cultura psicanalítica.

Se nos perguntarmos sobre a razão para tamanha influência, talvez a melhor resposta seria: com a noção de “mal-estar”, Freud nomeou uma modalidade de sofrimento social que parece assombrar a modernidade.

SOFRIMENTO

Duas ideias aqui são importantes. Primeiro, a noção de que aquilo que chamamos de “sofrimento psíquico” está profundamente vinculado ao impacto, em nossas vidas, dos imperativos da vida social. Daí a ideia de que todo sofrimento psíquico é um modo de expor experiências sociais malogradas.

Segundo, através da análise deste mal-estar, Freud demonstrou que o verdadeiro risco da civilização ocidental não vem de fora.

Na verdade, seu maior inimigo é ela mesma. Como dirá Walter Benjamin (1892-1940), profundamente inspirado por Freud: “Todo documento de civilização é um documento de barbárie”.

Isto significa, entre outras coisas, que o próprio processo de formação das individualidades impõe cisões (entre, por exemplo, pulsões e vontade racional), petrifica comportamentos, cria expectativas de reparação (através da constituição de figuras fantasmáticas de autoridade) que explicam boa parte do comportamento regressivo que, periodicamente, submerge nossas sociedades.

No entanto, o ensinamento de Freud nunca foi abandonar a civilização em prol de alguma moral naturalista.

Ele nos ensinou, na verdade, a tentar manejar uma dialética complicada onde o que é perdido inicialmente pelo processo civilizatório deve ser posteriormente reintegrado em um novo patamar.

Isto impõe uma desconfiança prudente a respeito de nossos próprios valores, uma necessidade de fazer coisas que sabemos que, posteriormente, deverão ser feitas de outra forma.

Assim, Freud será sempre aquele que nos lembrou que nosso “mal-estar” diante da civilização é talvez nosso sentimento mais verdadeiro. (Diário do Pará)

GRUPOS DE ESTUDO acontecendo…

Publicado: sábado, 29 janeiro, 2011 em psicanálise

Os números de 2010

Publicado: domingo, 2 janeiro, 2011 em psicanálise

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 38,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 5 dias para que essas pessoas o visitassem.

Em 2010, escreveu 76 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 399 artigos. Fez upload de 87 imagens, ocupando um total de 22mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

O seu dia mais activo do ano foi 11 de agosto com 230 visitas. O artigo mais popular desse dia foi USUFRUTO.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram twitter.com, flaviaalbuquerque.com.br, google.com.br, facebook.com e significantess.blogspot.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por clarice lispector, ponto lacaniano, charles melman, sofrimento e simplesmente eu clarice lispector 2010

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

USUFRUTO agosto, 2010
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2

Freud e o pequeno Hans setembro, 2008
2 comentários

3

Os 4 conceitos fundamentais da psicanálise – Seminário 11 de Lacan agosto, 2008
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4

LIVROS DE PSICANÁLISE maio, 2009
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5

Flávia Albuquerque julho, 2007
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