Arquivo de abril, 2011

PSICANÁLISE & SÉTIMA ARTE: Fale com ela

Publicado: sexta-feira, 29 abril, 2011 em psicanálise

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I SIMPÓSIO DE PSICANÁLISE DA USS

Publicado: quarta-feira, 27 abril, 2011 em psicanálise

Apresentarei trabalho neste evento:

O curso de Pós-Graduação lato sensu em Teoria e Clínica Psicanalítica da Universidade Severino Sombra (USS) promove seu primeiro Simpósio. Para a inauguração do evento o tema escolhido é “O Psicanalista e Sua Formação”, assunto que é sempre nobre no que diz respeito ao estudo e ensino da Psicanálise.

Como conferencistas convidados teremos Edson Saggese, Denise Maurano e Nadiá P. Ferreira.
Mesas redondas com mestres e doutores psicanalistas!

NÃO PERCA!

INSCRIÇÕES DE   13 / 04 / 11  A   13 / 05 / 11

ALUNOS:  R$ 40,00

PROFISSIONAIS: R$ 60,00

ATENÇÃO!!!!!

Para os residentes em Vassouras a inscrição e o pagamento da taxa é exclusivamente presencial e deverá ser feita na SECRETARIA DE EXTENSÃO no campus da Universidade Severino Sombra.

Para os residentes em outras cidades: depósito bancário em nome de Fernanda Samico Küpper, c/c 14503-3,  Banco do Brasil, ag. 0812.

Os dados do comprovante devem ser enviados para o e-mail fesamico@gmail.com para que a inscrição seja efetuada, juntamente com os seguintes dados:

Nome:

Nome no crachá:

Endereço para correspondência [Preencha com rua, número, bloco, apto, edifício, bairro, etc.]

CEP

Cidade – Estado

Tel. para contato

Celular

E-mail [forma prioritária de contato]

Estudante [     ]   Profissional [     ]

Instituição


Qualquer dúvida, favor ligar (24)9236-5453

O que pode fazer um psicanlista numa coluna de jornal?

Publicado: quinta-feira, 14 abril, 2011 em psicanálise

Maria Rita Kehl

Trecho de introdução a coletânea inédita de artigos a ser lançada pela Boitempo em julho de 2011

O que pode fazer uma (um) psicanalista em uma coluna de jornal? Parece óbvio que sua primeira missão seja a de divulgar a psicanálise entre leigos. Mas, cuidado. Mesmo quando praticado com honestidade, o proselitismo tem limites. Na melhor das hipóteses, fica chato e previsível. Na pior, transforma-se em propaganda – à qual, invariavelmente, o epíteto “enganosa” assenta melhor que uma luva.

Caberia então ao analista explicar ao leitor de jornal, com base na teoria freudiana, certos fenômenos e “comportamentos” que intrigam a sociedade? OK; mas com muita, muita cautela. Já se usou e abusou do “Freud explica”, uma prática que tende antes a naturalizar nossa percepção do sofrimento social e nos conformar com suas causas, do que a produzir questionamentos e tocar na raiz do mal estar – efeitos que, estes sim, poderíamos chamar de analíticos.

A psicanálise, a rigor, não é aplicável a situações fora da relação de transferência que a clínica propicia. Há quem diga que o próprio inconsciente seja um fenômeno de laboratório, que só existe na presença do analista, se a transferência se estabelecer. Um purismo de tal monta deixa de levar em consideração a chamada “psicologia das massas”, mas deixemos para lá, por enquanto. A psicanálise não é uma teoria aplicada à clínica e/ou aplicável para explicar todas as bizarrices de que o humano é capaz. Antes de mais nada, a psicanálise (assim como seu irmão gêmeo em importância, no século XX, o materialismo histórico) não é uma teoria aplicável, é um método investigativo – que parte, evidentemente e assim como o dispositivo marxista, de hipóteses teóricas razoavelmente bem fundamentadas.

O melhor que um psicanalista pode fazer, na imprensa, é quase idêntico ao melhor que pode fazer um jornalista bem vocacionado: investigar. A diferença está no instrumental de que cada um dispõe, e não no destino do texto. Investigar a história (marxismo), os “fatos” (jornalismo), as motivações e/ou as conseqüências silenciadas de um fato (psicanálise).  Mas só agora, seis meses depois de ter perdido minha coluna quinzenal num grande jornal paulista por não ter cumprido o combinado de ocupar o espaço de que dispunha no papel de psicanalista, consigo formular com clareza isto que, desde sempre, foi para mim uma convicção.  A escrita do psicanalista é sempre clínica – mas não sua aplicação.  O que distingue o lugar do psicanalista na imprensa não é o número de vezes em que ele se refere a Freud, a Lacan ou ao complexo de Édipo, não é a escolha de pautas relacionadas á vida íntima, aos problemas amorosos ou familiares. O que poderia distinguir o psicanalista que escreve em jornais, e que acima de tudo – que isto não seja esquecido – é também um cidadão, é o modo como sua experiência clínica pode ajudá-lo não a explicar, mas a escutar o sintoma social. É a abertura para as manifestações do inconsciente, e não a explicação teórica, que faz com que um texto seja psicanalítico – não “ao invés de” jornalístico, e sim “além de”.

***

Maria Rita Kehl é psicanalista, doutora em psicanálise pela PUC de São Paulo, poeta e ensaísta. É autora de vários livros, entre os quais se destacam Videologias – Ensaios sobre televisão (Boitempo, 2004), escrito em parceria com Eugênio Bucci, e O tempo e o cão (Boitempo, 2009), ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Não-Ficção 2010. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, sempre na primeira segunda-feira do mês.

FONTE: http://boitempoeditorial.wordpress.com/

Teatro e Psicanálise

Publicado: quarta-feira, 6 abril, 2011 em psicanálise