Arquivo de abril, 2014

Yes! Nós sempre tivemos bananas!

Publicado: quarta-feira, 30 abril, 2014 em psicanálise

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Não adianta querer fazer eco do inédito de um ato.
O ato é Real e no tempo de um instante.
O ato foi o que o jogador fez ao comer a banana.
O resto é picadeiro!
Todos são Hucks de uma maneira ou de outra.

Já compôs Lenine e cantou Zélia: “Pré Pós Tudo Bossa Band!
Todo o mundo quer ser da hora.
Tem nego sambando com o ego de fora.
Não sei mas tô dizendo amém.
Tá cego mas tá guiando alguém.
Tá guiando alguém? Eu heim!”

#YesNosSempreTivemosBananas

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Série documental “Coisas Intangíveis”

Publicado: sábado, 12 abril, 2014 em psicanálise

Tive o prazer de ser convidada pela Érika Xavier da Panorâmica Comunicação para participar da série documental “Coisas Intangíveis” que será veiculada pelo Canal Curta (Net 56; GVT 83; Claro TV 69; Oi TV 76; Vivo TV 654).

Esta série abordará de forma lúdica a partir de diferentes olhares temas que inspiram e fazem refletir. Com duração de 50 minutos, cada episódio abordará um tema. Minha contribuição fará parte de 2 episódios, cujos temas serão SAUDADE e SONHOS. Marco Antonio de Carvalho é quem dirige esse documentário genial.

Vão somar ao documentário também o incrível Paulinho Moska e poeta Elisa Lucinda.

A gravação ocorreu na última semana no lindo Jardim do Palácio do Catete no Rio de Janeiro.

Um pouquinho do que rolou na gravação:

 

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Azul é a cor mais quente

Publicado: domingo, 6 abril, 2014 em psicanálise

(La Vie d`Adèle ou Blue is the warmest color)

blueisthewarmest O título do filme já nos provoca a duvidar do óbvio. Assim como sempre se soube que azul é uma cor fria, na sinopse lemos que Adèle (Adèle Exarchopoulos), aos 15 anos, não possuía dúvidas quanto ao fato de que meninas se relacionavam com meninos.

Vale lembrar como nós, psicanalistas, sabemos bem como Freud comeu mosca no caso Dora por contar com o pré conceito de que o desejo de uma mulher seria claramente dirigido a um homem.

Voltando ao filme: quando Adèle se depara com Emma (Léa Seydoux), uma mulher de cabelos tingidos de azul, abraçada a uma outra mulher atravessando a rua, passa a viver no extremo da excitação de uma descoberta de que há desejo onde menos imaginava.

O filme provocou intenso interesse quando fez sua estreia no Brasil em dezembro último (2013), muito por conta das cenas de sexo que chegam a durar aproximadamente 10 minutos e que eram a aposta de matar a curiosidade do que seria o sexo entre duas mulheres.

De fato, são cenas inovadoras no cinema. Julgo de menos importância a função das cenas de confirmar ou negar a forma como duas mulheres se encontram na cama – houve quem dissesse que eram bastante realistas, outros que eram justamente o contrário: completamente fora da realidade – e também não vou me meter a discursar sobre as posturas moralistas dos – pasmem! – brasileiros do ‘samba, suor e cerveja’ de que se trataria de um excesso desnecessário de pura pornografia. Mas o que vi foi uma belíssima e bem contada história de amor. Bem contada porque está tudo ali nos incontáveis closes da protagonista: a surpresa, o arrebatamento, os olhares, o interrogatório cruel e crítico dos amigos, a paixão, as dificuldades e encantamento de se viver a dois, a entrega desenfreada, o amor!

A fome de quem está em plena descoberta de prazer também é sublinhada pelas cenas em que a protagonista literalmente se lambuza ao comer macarronada sem o menor pudor.

Em certo momento, Adèle declara em uma conversa com um amigo “falta alguma coisa em mim…” Em uma análise, esta frase está implícita em toda queixa neurótica. Só é possível amar assim, reconhecendo que algo nos falta. Lacan vai dizer que o amor vem em suplência à relação sexual que não existe. As relações sexuais existem de muitas maneiras, sabe-se disso! Mas a não existência que Lacan quer afirmar é a da complementaridade entre os sexos.

Uma bela história de amor entre duas mulheres como a contada no filme denuncia o quanto é equivocado os homens acreditarem possuir o falo e com isso ainda apostarem que tem o que deseja uma mulher. A mulher está a um passo adiante do homem, pois sabe que não o tem e é preciso reinventar sempre uma forma de tentar da conta desta falta. Na relação entre duas mulheres, a reinvenção está na ordem do dia!

Todos comprovamos nas relações amorosas que o amor não basta para da conta desta falta existencial. Mas é a melhor invenção do ser humano. Independente do sexo e da escolha objetal.

Um filme perturbadoramente sensível. Indispensável para, como dito no início, duvidar do óbvio.

Vamos retomar o diálogo neste espaço?

Publicado: sábado, 5 abril, 2014 em psicanálise

Com o boom das redes sociais, acabei por abandonar um pouco o espaço do blog. Voltei por aqui apenas por ocasião do III Simpósio de Psicanálise de Niterói que ocorreu no ano passado.

Mas comecei a sentir falta das postagens mais fixadas e de fácil acesso. Algo que não ocorre no Facebook e no Twitter onde há um sem número de postagens rolando sem que seja possível acompanhar como muitos gostariam.

O blog, desde 2007, me deu a oportunidade de receber visitas de pessoas interessadas em psicanálise, um público mais direcionado. Fui alimentada por  e-mails, presenças nos grupos de estudo, cursos e Simpósios e por contatos profissionais importantes.

Portanto, comunico que retorno a este veículo de comunicação com força total. Vou mesclar postagens que foram feitas apenas no Facebook ao longo deste tempo e com postagens atuais.

E, claro, dicas de livros e filmes que interessam na discussão psicanalítica

 

Conto com a visita e a participação dos que chegam aqui causados pela psicanálise!

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